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31 de julho de 2020, 21h00

Albert Einsten erra em 26 testes de coronavírus do Bragantino

Hospital apontou que 26 pessoas, entre jogadores, comissão técnica e funcionários, estavam infectados com a Covid-19, resultado que foi refutado apenas algumas horas antes da partida com o Corinthians

Divulgação/Instagram Red Bull Bragantino

O Hospital Albert Einstein, cujo o laboratório é o responsável pelos testes de coronavírus de atletas do Brasileirão Série A e do Paulistão, errou nos exames de Covid-19 de 26 pessoas, entre jogadores, comissão técnica e funcionários, do Red Bull Bragantino.

A equipe enfrentou o Corinthians pelas quartas de final do Paulista nesta quinta-feira (30) e todos os membros do time que, segundo os exames do Einstein, tinham testado positivo, foram afastados. Com os resultados, muitos dos atletas supostamente infectados não participaram dos treinamentos nos dias anteriores ao jogo.

Poucas horas antes da partida, no entanto, o hospital informou que os 26 testes, na verdade, tinham dado negativo. Isso porque o Bragantino estranhou os resultados, já que vinha testando os atletas constantemente, e resolveu fazer exames em outro laboratório – o que levou o Einsten a refazer os testes e confirmar que, de fato, aquelas pessoas não estavam infectadas.

Sete jogadores, então, foram liberados e participaram da partida, mesmo sem terem treinado por conta do afastamento imposto pelo primeiro teste. A equipe acabou perdendo para o Corinthians por 2 a 0 e foi eliminada do torneio.

Em nota enviada à imprensa nesta sexta-feira (31), o Albert Einsten confirmou os erros nos exames.

Confira a íntegra da nota do hospital.

“O Einstein recebeu amostras de secreção nasofaríngea de atletas e membros da Comissão Técnica do Red Bull Bragantino para análise da presença da Sars-Cov2. As amostras tiveram resultado liberado no fim da tarde da última terça-feira, dia 28, sendo que algumas apresentaram resultado positivo.

Na quinta-feira, dia 30, o Red Bull Bragantino solicitou um novo teste destas amostras, que foram coletadas e processadas no mesmo dia. No novo processamento, estas amostras resultaram negativas.

Na análise dos processos internos, identificou-se um lote específico de reagentes importados (“primers”) com instabilidade de funcionamento, que foram provavelmente os responsáveis pelos resultados divergentes. 

A fabricante, uma empresa internacional, foi imediatamente notificada sobre a ocorrência e os lotes com desempenho atípico foram retirados da rotina de exames do laboratório do Hospital Israelita Albert Einstein.”


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