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05 de abril de 2019, 18h31

Aluno de escola de Guarulhos desabafa: “Levei tapa na cara, coisa que eu não deveria ter passado”

Estudantes postam depoimentos sobre o caso do PM que agrediu alunos na escola estadual Frederico de Barros Brotero

Foto: Divulgação

O caso do policial que ameaçou e agrediu alunos dentro da escola estadual Frederico de Barros Brotero, na Vila Progresso, em Guarulhos, Grande São Paulo, despertou revolta e indignação dos alunos.

Pelo Facebook, alguns estudantes postaram depoimentos sobre a história. O aluno chamado Raul contou que, na quarta-feira (3), saiu do trabalho e foi para a escola.

“Quando eu cheguei lá eram 6h58 e o horário de fechar os portões é 7 horas. Eu me deparei com duas viaturas na frente da escola e o portão fechado. Quando eu desci as escadas, o diretor falou para todos que estavam presentes que era só esperar um minutinho que ele já ia abrir o portão”, conta.

No entanto, não foi isso que ocorreu. “Quando ele entrou, deu voz para os policiais nos abordarem. Fomos agredidos verbalmente e fisicamente. Eu saí do meu serviço para ir à escola e fui humilhado, levei tapa na cara encostado no portão da escola, coisa que eu não deveria ter passado”, desabafa o estudante.

Outra aluna revela que, no mesmo dia, ela chegou à escola um pouco adiantada. “Faltando três minutos eu vi o diretor começar a fechar o portão e ouvi o que estava acontecendo. A gente está sendo oprimido há muito tempo”, conta.

Ela acrescenta que muitos alunos trabalham porque precisam sustentar a casa e não podem chegar dois minutos atrasados, porque o diretor se recusa a dialogar.

“Ele não é um diretor, é um ditador. A gente não tolera ditador. Agente está aqui para aprender”, destaca.

O caso

Um vídeo que circula nas redes sociais mostrou um policial armada totalmente descontrolado dentro da escola estadual Frederico de Barros Brotero.

Usando uma arma de cano longo, parecido com uma espingarda calibre 12, o policial empurra uma aluna, que participava de uma manifestação.

A Ouvidoria da Polícia Militar de São Paulo informou à Fórum no início da tarde desta sexta-feira (5) que o PM agressor foi afastado de suas funções.

Assistam ao vídeo do desabafo dos alunos:


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