Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
18 de janeiro de 2020, 07h54

Anvisa proíbe venda de todas as cervejas produzidas pela Backer

Decisão foi tomada depois que os resultados laboratoriais divulgados pelo Ministério da Agricultura revelaram a presença das substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol em 8 marcas de cervejas produzidas pela Backer

Marcas da cervejaria Backer (Divulgação)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira a interdição de todas as cervejas produzidas pela Backer com data de validade a partir de agosto de 2020. Com a medida, ficam proibidas as vendas dos produtos da cervejaria artesanal mineira, responsável pela fabricação da Belorizontina, que teria sido contaminada causando a morte de ao menos 4 pessoas por síndrome nefrorenal.

A decisão foi tomada depois que os resultados laboratoriais divulgados pelo Ministério da Agricultura revelaram a presença das substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol em 8 marcas de cervejas produzidas pela Backer.

Para a Anvisa, é possível que a presença da substância não seja um caso pontual. Como outros lotes da cerveja podem estar contaminados, a agência decidiu pela interdição em caráter cautelar.

Mortes
A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou nesta quinta-feira (16) a quarta morte por suspeita de intoxicação por dietilenoglicol, presente na cerveja Belorizontina, da Cervejaria Backer. Um desses casos, no entanto, ainda está sob investigação. A nova vítima é um homem de 89 anos que também apresentou sintomas da síndrome nefroneural, causada pela substância.

O idoso estava internado no Hospital MaterDei, no centro-sul de Belo Horizonte. Ainda há pelo menos outros 13 pacientes internados sob suspeita de intoxicação pela mesma substância, presente em três lotes da Belorizontina. O componente químico é utilizado em fábricas de cerveja para evitar que os líquidos congelem ou evaporem, mas é tóxica.

Sabotagem
A Backer pode ter sido vítima da fornecedora de monoetilenoglicol, substância usada na fabricação. Segundo a rádio Itatiaia, um ex-funcionário que trabalhou por dez meses na fornecedora disse à polícia que tem provas de que o monoetilenoglicol era misturado ao dietilenoglicol, mais barato e responsável pela contaminação. A polícia já está investigando a possibilidade no galpão da fornecedora.

 

Notícias relacionadas


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum

#tags