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30 de maio de 2018, 19h00

Aos 89 anos, morre em São Paulo o jornalista Audálio Dantas

Referência na luta pelos direitos humanos e premiado pela ONU, Dantas era presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo na época da ditadura militar e foi uma das principais vozes a denunciar a tortura e o assassinato de Vladimir Herzog

Foto: Divulgação

Faleceu na tarde desta quarta-feira (30) em São Paulo, aos 88 anos, o jornalista, escritor e poeta Audálio Dantas. Ele estava internado no Hospital Premie desde abril para tratar de um câncer de intestino que o acompanhava desde 2015.

Considerado um dos maiores jornalistas do país, Audálio Dantas era referência na luta pelos direitos humanos e foi uma das principais vozes a denunciar a tortura e assassinato de seu colega jornalista Vladimir Herzog em 1975. Na época, Dantas era presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo e suas denúncias contrariavam a versão oficial do governo militar sobre a morte de Herzog. As forças repressoras falavam em suicídio.

Em 1981, Audálio Dantas recebeu o Prêmio de Defesa dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele foi o primeiro presidente eleito por voto direto da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e deputado federal pelo MDB de São Paulo na década de 1970. Como jornalista, Dantas trabalhou nas  revistas O Cruzeiro e Quatro Rodas e no jornal Folha da Manhã. 

Audálio Dantas nasceu em Tanque D’Árca (Alagoas) em 1929, era casado com Vanira Kunc e pai de quatro filhos.

A família ainda não deu informações sobre o velório.

*Com Agência Brasil


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