quarta-feira, 28 out 2020
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Apesar das críticas de Bolsonaro, balanços oficiais de desmatamento confirmam alertas do Inpe

Dados oficiais de desmatamento da Amazônia dos últimos três anos, compilados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e analisados neste domingo (18) pelo G1, mostram que os alertas preliminares divulgados pelo ex-diretor do instituto, Ricardo Galvão, vêm sendo confirmados ano a ano.

O então diretor do Inpe havia indicado que 6,8 mil km² poderiam estar sob desmate. Apesar do presidente Jair Bolsonaro afirmar que os números prejudicam a imagem do país, esse número se confirmou pelos balanços anuais feitos também pelo Inpe.

Em comparação, de agosto de 2017 a julho de 2018, os alertas sinalizaram desmate em 4,5 mil km ². A taxa oficial ficou em 7,5 mil km², ou seja, 64,8% maior. A mesma tendência pode ser percebida nos anos anteriores.

Os alertas diários são emitidos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) e servem para embasar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Já os dados oficiais são do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), que tem índice de confiança próximo a 95%.

“Não só é possível como provável que o aumento que vimos nos alertas do Deter se reflita na taxa de desmatamento publicada pelo Prodes. A dúvida agora não é saber se vai aumentar ou não o desmatamento, mas de quanto será este aumento”, disse Romulo Batista, da campanha de Amazônia do Greenpeace.

Dados de outros institutos também confirmaram o crescimento no desmatamento. Somente no mês de julho, o desmatamento na Amazônia cresceu 66%, totalizando 1.287 km², de acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Ainda, segundo dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), no período entre agosto de 2018 e julho de 2019, o desmatamento na região chegou a 5.054 km².

Redação
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