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16 de julho de 2018, 11h01

Após cinco meses de intervenção no Rio, chacinas aumentam e apreensão de fuzis diminui

“Até agora, a presença das Forças Armadas não resultou na percepção de que a segurança do Rio melhorou depois da intervenção”, aponta o Observatório da Intervenção

O exército no Rio. Foto: Mídia Ninja

O Observatório da Intervenção, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, divulgou nesta segunda-feira (16) um balanço dos cinco meses de intervenção militar no Rio de Janeiro. E a conclusão é clara: “Muito tiroteio e pouca inteligência”. As práticas policiais violentas continuam predominando contra as favelas.

As operações, que segundo o Gabinete da Intervenção chegam a mobilizar 5 mil homens, resultam em medo, mortes e poucos efeitos positivos, segundo o levantamento. No período dos cinco meses de intervenção, tiroteios e disparos aumentaram 37%. As chacinas aumentaram 80% e as mortes em chacinas (três pessoas mortas ou mais) aumentaram 128%. Em contrapartida, a apreensão de fuzis, metralhadoras e submetralhadoras caiu 39% de fevereiro a maio de 2018, em relação ao mesmo período em 2017.

“Nosso diagnóstico é que o comando da intervenção investe muito em operações militares e pouco em inteligência. O resultado é o aumento daquilo que a população tem mais medo: bala perdida, fogo cruzado e tiroteios. Até agora, a presença das Forças Armadas não resultou na percepção de que a segurança do Rio melhorou depois da intervenção”, diz o estudo.

O Observatório da Intervenção foi criado para monitorar e divulgar dados de diferentes fontes. O órgão documenta e produz análises sobre os impactos da intervenção coordenada pelas Forças Armadas, observando seu modelo, suas práticas e resultados.

Confira abaixo o infográfico com um balanço dos quatro meses de intervenção:


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