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15 de janeiro de 2019, 18h09

Arma de fogo: Homem mata a companheira a tiros em shopping no Ceará

No dia que Bolsonaro assinou o decreto para liberar a posse de arma em casa e em local de trabalho, um homem entrou em um shopping e, diante de funcionários e clientes, matou a companheira a tiros com uma arma legal que roubou de uma delegacia que trabalhava como funcionário terceirizado

Reprodução

Na manhã desta terça-feira (15), um homem assassinou a própria companheira a tiros em um shopping da região metropolitana de Fortaleza (CE).

De acordo com a polícia, o assassino, Alighiery de Oliveira, de 25 anos, entrou no North Shopping Maracanaú e, diante de funcionários e clientes, efetuou três disparos contra a companheira, Lidyanne Gomes da Silva, de 22 anos, que trabalhava em uma loja no local. Ela que morreu na hora. Na sequência, o homem se matou.

Os disparos assustaram as pessoas e funcionários que estavam no local no momento do ataque mas, após a chegada da polícia, as lojas do shopping seguiram funcionando normalmente.

“Nova era”

O caso aconteceu no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto para liberar a posse de arma de fogo em casa ou no local de trabalho. Com a liberação, situações como a ocorrida no Ceará poderiam se transformar em verdadeiros tiroteios, já que o dono da loja poderia também ter uma arma guardada e revidar.

O caso joga luz ainda para outro problema que pode ser amplificado com o decreto. Especialistas apontam que a facilitação para a posse de arma de fogo abre espaço para que mais armas legais entrem em circulação e, consequentemente, elas venham parar na mão de bandidos através de roubos.

Foi o que aconteceu no caso do Ceará. Alighiery era funcionário terceirizado do 24º Distrito Policial, no município de Pacatuba, e teria roubado a arma legal para praticar o assassinato.

Saiba mais sobre as consequências do decreto que facilita a posse de arma de fogo aqui.


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