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19 de fevereiro de 2020, 06h25

Associação de caminhoneiros inicia paralisação de 12 horas

Presidida por Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes do movimento de 2018, a Abrava entrou em greve às 6h desta quarta. A CNTTL, outra entidade representativa dos caminhoneiros tem protesto marcado em frente ao STF

Greve dos caminhoneiros de 2018. (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), uma das entidades que representam os caminhoneiros, iniciou às 6h desta quarta-feira (19) uma paralisação que vai até às 18h pelo piso mínimo do frete.

“A gente está pedindo para o pessoal ficar em casa para mostrar que estamos unidos. Não estamos querendo que ninguém pare na beira da rodovia, isso caracteriza multa alta para os caminhoneiros”, disse à Agência SputnikNews o presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, uma das principais lideranças do movimento que parou o Brasil em 2018.

Nesta quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgaria três ações que contestam a constitucionalidade da política de tabelamento de frete rodoviário. A votação foi adiada para o dia 10 de março, quando entidades contrárias e favoráveis ao tema vão se reunir em uma audiência de conciliação no Supremo.

A tabela de fretes foi criada em 2018 pelo governo do ex-presidente Michel Temer e passou a valer em janeiro de 2019. Mas teve sua constitucionalidade contestada no STF por diversas entidades, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Greve
O movimento grevista ganha força entre as associações que representam os caminhoneiros. Nesta semana, Alexsandro Viviani, o Italiano, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) foi preso ao organizar uma greve de 24 horas no porto de Santos.

O ato teve repercussão em outras entidades representativas dos caminhoneiros, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), que apoiou um protesto em frente ao STF nesta terça.

“O Sindicato e os trabalhadores estão pacificamente protestando e faziam o trabalho de convencimento para que os colegas de trabalho aderissem à paralisação que reivindica a aprovação da constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete pelo STF . É preciso que todas as forças progressistas e democráticas deste país defendam o direito de greve dos petroleiros e caminhoneiros que estão em luta”, afirmou a CNTTL em nota.


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