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15 de agosto de 2019, 16h58

Atriz Fernanda Torres critica, na Globo, política de extermínio de Witzel

Nos últimos seis dias, seis jovens entre 16 e 21 anos morreram vítimas de bala perdida no Rio de Janeiro em meio a uma política genocida promovida pelo governador Wilson Witzel; atriz falou sobre o assunto no programa 'Encontro'

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A atriz Fernanda Torres aproveitou sua participação no programa Encontro, da TV Globo, nesta quinta-feira (15), para criticar a atuação da polícia do Rio de Janeiro na favela da Maré. A apresentadora Fátima Bernardes comentava sobre mais de 1,5 mil cartas enviadas por moradores da Maré à Justiça pedindo o fim dos tiroteios na comunidade.

“A gente quer a polícia ali, mas não dessa maneira. Não é possível que o Estado só esteja em um lugar como a Maré com policiamento, e não com escola, hospital, saneamento básico. A sociedade perde se a polícia vira o inimigo da Maré”, declarou a atriz.

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Fernanda ainda foi além e criticou a mentalidade do extermínio. “Vivemos uma crise econômica, um período de recessão, e o que a classe média branca deseja, de fato, é que alguém vá lá e extermine essa população”, declarou. “Essa ideia de que ‘mataram mais de 50 presos? Ótimo! Deixa que eles se matem lá’ é como se aceitássemos que o Estado não vai se recuperar, não há emprego para essas pessoas, então melhor deixar morrer”, disse ainda a filha de Fernanda Montenegro.

Genocídio da juventude negra

A declaração da atriz acontece em meio a diversas críticas que tem surgido contra o governador Wilson Witzel, que tem adotado uma política genocida contra a juventude negra e pobre do Rio de Janeiro. Nos últimos seis dias, seis jovens entre 16 e 21 anos morreram vítimas de bala perdida.

Pelas redes sociais, a deputada estadual Renata Souza (PSOL), presidenta da Comissão de Direitos Humanos da ALERJ, lamentou as mortes. “A juventude negra quer viver. Essa foto diz muito sobre a cor e a idade dos que estão sendo assassinados. Em 80 horas, cinco morreram baleados. A nossa atuação é em defesa da vida. Continuaremos combatendo essa política de morte que Wilson Witzel perpetua”, tuitou na quarta-feira (14).


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