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28 de fevereiro de 2018, 15h15

Barroso rebate ataques de Gilmar Mendes: “Não frequento palácios”

Ao comentar sobre a demissão do chefe da Polícia Federal, o ministro Gilmar Mendes criticou o colega: “Fala pelos cotovelos”, “antecipa julgamento” e “precisaria suspender a própria língua”

O ministro Barroso não aguentou e se sentiu obrigado a responder as críticas do colega Gilmar Mendes – Foto: Divulgação/STF

Não é a primeira vez que isso acontece. Os ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso trocaram farpas nesta quarta-feira (28). Tudo começou quando Gilmar “alfinetou” o colega: “O Barroso que não sabe o que é alvará de soltura, fala pelos cotovelos. Antecipa julgamento. Fala da malinha rodinha. Precisaria suspender a própria língua”, disse Gilmar Mendes, ao comentar sobre a demissão do diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia.

Barroso é relator do inquérito que apura se Temer beneficiou a empresa Rodrimar com a edição de um decreto que prorroga contratos de concessão no porto de Santos, em maio de 2017. Inquérito sobre o qual Segovia se manifestou. Barroso cobrou oficialmente Segovia por suas declarações sobre o andamento da investigação.

“Malinha”, citada por Gilmar, se refere ao episódio em que o ex-assessor especial da Presidência e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi filmado recebendo uma mala de dinheiro em restaurante nos Jardins, na capital paulista. Loures é apontado como intermediário do presidente Michel Temer para assuntos do grupo J&F com o governo. A suspeita da PGR na denúncia é de que Temer seria o destinatário final do dinheiro.

O ministro Luís Roberto Barroso rebateu as críticas de Gilmar Mendes. Em entrevista à jornalista Andréia Sadi, do G1 e da GloboNews, Barroso disse: “Jamais antecipei julgamento. Nem falo sobre política. Eu vivo para o bem e para aprimorar as instituições. Sou um juiz independente, que quer ajudar a construir um país melhor e maior. Acho que o Direito deve ser igual para ricos e para pobres, e não é feito para proteger amigos e perseguir inimigos. Não frequento palácios, não troco mensagens amistosas com réus e não vivo para ofender as pessoas”, afirmou Barroso.


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