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22 de dezembro de 2019, 08h27

Brasil de Bolsonaro: criança entrega carta de Natal ao Papai Noel pedindo emprego para o pai

“Quando a gente está trabalhando, fica tudo bem. Sabemos que vamos receber para pagar as contas, mas quando não se tem emprego, as contas chegam e não tem como pagar. As coisas ficam mais difíceis a cada dia", disse o pai de Matheus Gomes Freire, de 12 anos

Foto: Arquivo pessoal/ Manoel Gomes Freire

Nem brinquedo, nem videogame, nem tênis, nem roupas. “Só queria um emprego para o meu pai”. É o que pede Matheus Gomes Freire, de 12 anos, morador de Cubatão (SP).

Embora a carta tenha sido feita em 6 de dezembro, o menino só a entregou na última sexta-feira (20). Uma funcionária se emocionou e resolveu publicar nas redes. Ao G1, ele contou que pretendia entregar ao Papai Noel no shopping, mas, quando foi tentar, estava fechado. Na sexta, ele foi até uma loja de departamento, onde se deparou com Mamãe Noel e entregou a cartinha.

Foto: Arquivo pessoal/Carla Camargo Marques e Silva

Foi a locutora Carla Camargo Marques e Silva que recebeu a carta e conta que ficou muito emocionada. “Quando ele veio até mim, perguntou se podia entregar e eu disse que sim, em seguida, ele me questionou se eu não ia jogar fora”, afirma.

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A mulher comentou sobre o acontecido para Suelen Conceição Ferreira, sua colega de trabalho, que também se emocionou com a  história e postou a carta no status do Whatsapp. Foi o suficiente para que viralizasse nas redes. “Se a gente puder ajudar, vamos tentar fazer o Natal melhor”, disse.

Manoel Dos Santos Freire, de 53 anos, o pai, é soldador e está desempregado há cerca de 10 meses, assim como a esposa, e não sabia da carta do filho. “Eu estou sabendo agora. Fico orgulhoso do meu filho se preocupar conosco”, emociona-se o pai.

“Quando a gente está trabalhando, fica tudo bem. Sabemos que vamos receber para pagar as contas, mas quando não se tem emprego, as contas chegam e não tem como pagar. As coisas ficam mais difíceis a cada dia. Tenho que trabalhar para suprir as necessidades de casa e, nessas horas, só Deus mesmo para não deixar a gente cair”. Vivendo de bicos e doações dos amigos, a situação é delicada e, infelizmente, muito corriqueira no Brasil atual.


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