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02 de junho de 2020, 07h29

Cabeleireira usa “racismo reverso” para minimizar morte de George Floyd e é atacada nas redes

"Se o cara que tivesse morrido fosse branco, será que ia acontecer tudo isso?", questionou Marisol Motta em vídeos no Instagram

Marisol Motta (Reprodução/Facebook)

A cabeleireira Marisol Motta, de 22 anos, publicou uma série de vídeos nos stories de seu perfil no Instagram nesta segunda-feira (1º) diminuindo os protestos pela morte de George Floyd, nos Estados Unidos. Com argumentos pautados em “racismo reverso”, a profissional de Passa Quatro, Minas Gerais, diz que se Floyd fosse branco, a mobilização em torno de seu assassinato não seria a mesma.

Os vídeos de Motta chocaram as redes nesta semana, o que gerou inúmeros ataques à cabeleireira. Nos vídeos, Marisol diz que ainda que negros também são preconceituosos com brancos e que as pessoas têm reclamado “de barriga cheia”.

“Se o cara que tivesse morrido fosse branco, será que ia acontecer tudo isso? Será que são só os brancos que são preconceituosos ou os negros também são? Os negros falarem mal dos brancos é preconceito também. Eu acho que vocês reclamam de barriga cheia. Imagina se fosse na época do Hitler? Será que ia ter alguém vivo? No Brasil principalmente, porque aqui é tudo mestiço. Ninguém é branco 100% e ninguém é preto 100%. Tudo misturado”, diz Motta nos stories.

“Vocês ficam falando, ‘ai, negro é maltratado’, gente, o Barack Obama era o que? O cara era presidente. Provavelmente, ele estudou muito para chegar onde chegou. Ele virou presidente, ele é rico. Ele é um negro legal cara, não é porque ele é preto que ele vai ser uma pessoa ruim”, continuou a cabeleireira.

No início dos vídeos, Motta também diz que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deveria “jogar uma bomba” nas pessoas que têm protestado pela morte de Floyd. “Eu odiava o Trump, agora eu amo o Trump”, complementa.

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