Câmara de Araraquara aprova por unanimidade Lei Marielle Franco

O “Dia de Luta contra o Genocídio da Mulher Negra” será lembrado todo ano, com a realização de palestras, seminários, exposições, atividades e outros eventos de visibilidade na cidade

A Câmara Municipal de Araraquara, no interior de São Paulo, aprovou, nesta terça-feira (6), a inclusão no calendário da cidade do evento “Marielle Franco: Dia de Luta contra o Genocídio da Mulher Negra”.

A data, 14 de março, marca o dia do assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro.

A proposta, chamada também de Lei Marielle Franco, foi apresentada pelas vereadoras Fabi Virgílio (PT), Filipa Brunelli (PT), Luna Meyer (PDT) e Thainara Faria (PT) e teve aprovação unânime da Câmara.

A data será lembrada todo ano, com a realização de palestras, seminários, exposições, atividades e outros eventos de visibilidade na cidade.

“O Brasil é um dos países que mais matam mulheres no mundo e quem lidera as estatísticas são as mulheres negras. O objetivo desse projeto é combater o racismo e preservar os direitos das mulheres que são vítimas de feminicídio, preconceito e inúmeras injustiças que assolam as mulheres em nosso país”, argumentou Fabi Virgílio.

Filipa Brunelli destacou que seu mandato é construído coletivamente, inclusive, por “mãos de mulheres pretas e mulheres travestis pretas”. “É um debate que precisamos fazer e eu espero que a partir de quando for instaurado o dia, que seja utilizada essa data para debater e levantar uma problemática que assola nosso país todo. Não poderia ter um nome mais lindo para levar essa data do que Marielle Franco”.

Legado e inspiração

Thainara Faria ressaltou a necessidade de se defender o legado da vereadora. “Sei como é, às vezes fazem isso comigo também. Marielle não tem voz própria hoje para defender seu legado, mas conta com milhares de sementes que ela plantou pela luta, resistência e, infelizmente, teve que se tornar mártir”.

Já Luna Meyer declarou que considera Marielle Franco uma de suas inspirações políticas. “Quando ela faleceu, houve um golpe muito baixo, fake news horrorosas e disseminou-se uma ideia errônea de que ela era defensora cega das pautas de esquerda. Ela nunca foi dessa maneira, quem conhece o trabalho dela vê como inspiração e cada um deve beber dela. Ela ouvia a dor do cidadão que procurava”.

Com informações da Cidade On

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.