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07 de julho de 2020, 20h33

Câmara de BH veta proposta de homenagem a Bolsonaro por atuação na pandemia

Moção de aplausos para o presidente foi proposta por seis vereadores e recebeu críticas nas redes sociais antes de ser derrubada

Foto: Isac Nóbrega/PR

Foi vetada nesta terça-feira (7) uma moção de aplausos ao presidente Jair Bolsonaro pela atuação na pandemia de Covid-19, na Câmara de Vereadores de Belo Horizonte (MG). A proposta foi rejeitada por 16 vereadores e aprovada por oito, enquanto quatro se abstiveram e 13 não votaram.

A proposta pedia uma homenagem à “atuação exemplar e valorosa do presidente na prestação de socorro e auxílio às vítimas da pandemia”. Bolsonaro tem sido criticado por inúmeros comentários diminuindo a importância da Covid-19 e o número de mortos no país, que já passa de 66 mil.

O texto foi assinado inicialmente por seis vereadores, mas, ao ser votado, levava o nome de apenas três. A princípio, a proposta foi assinada por Catatau do Povo (PSD), Fernando Luiz (Avante), Orlei (PSD), Pedrão do Depósito (Cidadania) e Wesley Autoescola (Pros). A moção foi escrita por Jair Di Gregório (PSD), que chegou a contrair a Covid-19 e ficar internado devido à doença.

Antes de ser votada, a proposta teve repercussão negativa nas redes sociais, e Di Gregório alegou que houve uma “ação orquestrada” da esquerda e da comunidade LGBT para atacar os vereadores que assinaram a moção. O vereador alega que teve o “cuidado de checar perfil por perfil”.

“Ora com bandeira do arco-íris, ora com frase, mas era notório que foi orquestrado esse trabalho em cima de nós. Alguns que assinaram retiraram assinatura, uns três aí, porque sentiram acoados na base deles com essas pressões na internet”, disse Di Gregório.

Para justificar a moção, o vereador afirmou que havia contabilizado “19 ações gigantescas tanto na área social como na saúde” durante a pandemia, por parte do presidente.

Desde a saída de Nelson Teich do ministério da Saúde, em 15 de maio, a pasta permanece sem ministro, tendo como liderança o general Eduardo Pazuello, que ocupa o cargo de maneira provisória.

O presidente também relutou em aprovar medidas de auxílio social durante a pandemia, criticando desde o início da disseminação do coronavírus as medidas de isolamento social. A proposta inicial de Bolsonaro era fornecer um auxílio emergencial de R$ 200, mas o valor foi ampliado pelo Congresso após atuação da oposição.


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