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22 de setembro de 2019, 09h11

Carioca minimiza repercussão do assassinato de Ágatha e leva invertida de Porchat

Márvio Lúcio, o Carioca, associou a violência no Rio de Janeiro ao consumo de drogas por parte da turma da "lacração"; "Não sei se você chegou a ver que mataram uma menina de 8 anos", rebateu Porchat

O humorista Carioca (Divulgação)

O humorista Márvio Lúcio, conhecido como Carioca, levou uma “invertida” do ator Fábio Porchat na noite deste sábado (21) após uma publicação no Twitter. Em uma tentativa de minimizar a gravidade do problema que envolve o assassinato da menina Ágatha, de 8 anos, vítima de um tiro de fuzil no Complexo do Alemão (RJ), Carioca associou a violência no Rio de Janeiro ao consumo de drogas por parte da turma da “lacração”.

“Só de olho na lacração fazendo campanha contra a violência no Rio… Desculpa, mas tem muitos ali que todos sabem que gostam muito da farinha e da erva… Alimentam o mecanismo e querem bancar a paz? Hipocritas! É o Poste mijando no cachorro…”, tuitou. A postagem de Márvio Lúcio acabou viralizando, com críticas e elogios.

Fábio Porchat, então, respondeu: “Vamos discutir a descriminalização então? Vamos discutir política pública? O que você sugere? Guerra as drogas? Não tem funcionado. Não sei se você chegou a ver que mataram uma menina de 8 anos. Mas a culpa é da lacração mesmo”.

Entenda o caso

A morte de Ágatha se soma às inúmeras outras, principalmente de negros e pobres moradores de comunidades, que vêm aumentando desde que Wilson Witzel assumiu como governador do Rio de Janeiro. Witzel é entusiasta de uma política de segurança agressiva, e causou polêmica ainda no ano passado, quando disse que a polícia sob seu comando vai “mirar na cabecinha e fogo”. Ele já chegou, inclusive, a lamentar por não poder disparar mísseis em comunidades do Rio.

O ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, pediu o impeachment do governador e foi acompanhado por alguns parlamentares da oposição na Câmada dos Deputados. “Há razões de sobra para que se peça o impeachment de Witzel. Ele é o grande responsável pelas atrocidades que se cometem no Rio de Janeiro. Um assassino!”, declarou o petista.

Na manhã deste sábado, moradores do Alemão fizeram um protesto em razão da morte de Agatha e de outros jovens negros. Pelas redes, a hashtag #ACulpaEDoWitzel ganhou repercussão. O historiador Luiz Antonio Simas ainda criticou a própria origem da Polícia Militar: “A PM foi criada para matar e morrer e nesse sentido é uma das instituições mais bem sucedidas do Brasil: mata e morre”.


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