Carrefour tem responsabilidade sobre terceirizada, diz executivo ao Fantástico

Vice-presidente de Recursos Humanos da rede diz que critérios e exigências para empresas de segurança serão revistos após morte de João Alberto Freitas em uma das lojas do grupo

O vice-presidente de Recursos Humanos do Carrefour, João Senise, disse em entrevista na edição deste domingo (22) do Fantástico, da Rede Globo, que a rede varejista tem responsabilidade pelas empresas que contrata, em referência às terceirizadas de segurança que prestam serviço em suas lojas.

“Temos responsabilidade pelas empresas que contratamos, pelas escolhas que fazemos, pelas exigências que fazemos para essas empresas”, disse ele.

A entrevista foi dada em meio a reportagem sobre o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, homem negro que morreu depois de ser brutalmente espancado por dois seguranças brancos do Carrefour em Porto Alegre (RS), na quinta-feira (19). Os dois homens eram funcionários da Vector, empresa de segurança contratada pela rede varejista para prestar serviços em sua loja.

O jornalista Valmir Salaro o questionou se o Carrefour teria responsabilidade criminal sobre as ações da terceirizada. Senise respondeu: “Se no final das contas o que aconteceu vai se configurar uma responsabilidade criminal do Carrefour ou não, eu aguardo a opinião das autoridades competentes”.

O executivo disse que a cadeia de supermercados está reavaliando seus contratos com as terceirizadas de segurança. “[Vamos] Rever esses contratos, rever nossos critérios, certamente tudo o que temos feito não tem sido suficiente, então há sim a necessidade dessa revisão”, disse Senise.

Fiscal simulou corte no dedo

O Fantástico também localizou o motoboy que gravou as cenas do espancamento de João Alberto que viralizaram na própria noite do crime.

Uma fiscal da loja tenta impedi-lo de gravar a surra, dizendo que vai “queimá-lo” no estabelecimento. Ele disse que viu essa mesma mulher simular um corte no próprio dedo, pressionando a unha contra ele e falando alto: “Ele cortou meu dedo”, apontando para João Alberto.

O motoboy diz que não partiu para cima dos seguranças para tentar parar com as agressões porque teve medo de “apanhar ou vai saber o que mais”. Então, afirma que passou a gravar as cenas na tentativa de intimidar os seguranças para que parassem com o espancamento.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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Renato Rovai
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