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20 de julho de 2019, 22h40

Centenas de pessoas participaram de ato de denúncia do assassinato de Luiz Ferreira, em SP

O pedreiro foi assassinado enquanto participava de manifestação do Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra (MST) pela falta de abastecimento de água no acampamento Marielle Vive

(Foto: Reprodução/Twitter)

Na manhã deste sábado (20), centenas de membros do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e apoiadores participaram de ato em São Paulo cobrando justiça pelo assassinato de Luiz Ferreira, que aconteceu na quinta-feira (18), durante manifestação que revindicava água para as mais de 1 mil família moradoras do Acampamento Marielle Vive. No ato de hoje, também foi reforçada a importância de se fazer reforma agrária no Brasil.

Algumas lideranças políticas estiveram presentes, como a deputada estadual Isa Penna (PSOL-SP). “A perda de todo companheiro sempre nos deixa muito abalados, assim como a gente ficou muito abalado com o assassinato da Marielle”, disse, em entrevista para o twitter do MST. A deputada lembrou de como era Luiz Ferreira, um pedreiro que aos 72 anos ainda lutava pelo direito do acesso à água e batalhava todos os dias, encontrando espaço também para aprender a ler e escrever.

O deputado federal Nilto Tatto (PT-SP) também participou do ato e discursou sobre a importância da solidariedade ao MST, relacionando ao governo de Jair Bolsonaro. “A luta pela água que motivou essa ação de ódio que hoje paira por toda a sociedade, patrocinado inclusive pelo próprio Governo Bolsonaro”, disse Tatto. O caminhoneiro que atropelou Luiz declarava apoio ao presidente nas redes sociais.

Erica Malunguinho, deputada estadual (PSOL-SP), ressaltou a importância de se continuar lutando, mesmo diante da perda. “Embora triste, esse é um momento de reorganização de nossas estratégias de luta”, disse. “Estar aqui é pensar nisso, completamente distante desse projeto de poder que está em pulso, de ódio, de desigualdade e separatismo”, finalizou.


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