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12 de janeiro de 2020, 11h37

Cervejaria Backer afirma que não há prova de contaminação do produto

Polícia levantou a hipótese de sabotagem de ex-funcionário

Cerveja Belorizontina, da Backer, onde foi encontrada substância tóxica (Reprodução)

A cervejaria Backer afirmou, neste sábado (11), através do seu departamento jurídico que, até o momento, não há prova de contaminação do produto. Laudo da Polícia Civil de Minas apontou a presença da substância dietilenoglicol em garrafas da cerveja Belorizontina, produzida pela marca. Isto, de acordo com a Polícia, pode ter sido a causa de uma morte e nove internações em hospitais de Belo Horizonte e da região metropolitana.

A Backer afirma, no entanto, que não usa o produto em sua linha de produção. “É importante destacar que não existe laudo pericial conclusivo sobre a presença do dietilenoglicol nas amostras analisadas pela Polícia Civil. Foi elaborada apenas uma análise preliminar. Isso significa que, até o presente momento, não existe prova de contaminação. Tanto é que tal análise não nos foi encaminhada formalmente”, afirma o advogado da Backer, Estevão Nejm.

Fábrica fechada

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fechou na sexta-feira, a fábrica da Backer no bairro Olhos D’Água, região oeste de BH. A pasta informou que a medida foi tomada de forma “cautelar” e que “foram determinadas ações de fiscalização para a apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado”.

A Backer disse que, pelo caráter cautelar da medida, “a empresa não foi responsabilizada administrativamente ou penalizada judicialmente, tratando-se de uma medida meramente preventiva”. A fábrica disse ainda “que segue colaborando e aguardando os resultados das investigações”, e que “conforme anunciado, vai realizar uma vistoria completa em seus processos de produção, visando o esclarecimento a toda a sociedade”.

Sabotagem

A Polícia Civil informou neste sábado que trabalha com a possibilidade de que um ex-funcionário da Cervejaria Backer tenha sabotado a cerveja Belorizontina após desavenças com a empresa.

Em 19 de dezembro de 2019, a empresa registrou um boletim de ocorrência contra o ex-funcionário. No boletim, é relatado que o funcionário ficou muito nervoso e agressivo quando foi demitido, acusou um supervisor de ser o responsável pelo seu desligamento e o ameaçou de morte.

A quem interessa a denúncia?

Em longo artigo publicado em seu Facebook e compartilhado pela Fórum, o jornalista mineiro, Keirison Lopes, aponta várias dúvidas sobre o caso. Para ele, “independentemente das apurações e análises laboratoriais que ainda estão em curso, o estrago contra a Backer e todas as cervejas artesanais já está feito. E quem ganha com isso é o monopólio da Ambev”. Leia o artigo na íntegra aqui.

Com informações do Estadão

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