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04 de setembro de 2019, 15h38

Champinha seria líder de rebelião em centro de saúde onde cumpre pena há 12 anos

O governador de SP, João Doria (PSDB), usou a situação como pretexto para defender o fim da maioridade penal

Governador João Doria (PSDB). (Foto: Reprodução)

Roberto Aparecido Alves Cardoso, mais conhecido como “Champinha”, responsável pelo sequestro e assassinato de um casal de namorados em 2003, teria liderado uma rebelião na Unidade Experimental de Saúde Estadual (UES) onde cumpre pena, em São Paulo, na madrugada desta quarta-feira (4). O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), usou a situação como pretexto para defender o fim da maioridade penal, já que Champinha, na época em que foi preso, tinha 16 anos.

“Parabéns para a Polícia de SP que controlou com êxito uma rebelião liderada pelo assassino ‘Champinha’, em uma Unidade Experimental de Saúde Estadual. Defendo o fim da maioridade penal para crimes hediondos e que criminosos como ele sejam enviados para cadeia, sem qualquer benefício”, escreveu o governador em sua conta no Twitter, nesta quarta-feira (4).

Champinha ficou conhecido pelo sequestro e morte de Liana Friedenbach, na época com 16 anos, e Felipe Caffé, que tinha 19. Em 2003, os estudantes haviam decidido passar um final de semana acampando em um sítio abandonado em Embu-Guaçu, a 40 km de São Paulo. Abordados por um grupo, entre eles o Champinha, os dois foram executados brutalmente. Liana foi violentada por quatro homens e esfaqueada, enquanto Felipe foi baleado na nuca.

Inicialmente, Champinha foi encaminhado para a antiga Febem, hoje Fundação Casa. Ao completar 21 anos, sua custódia passou a ser responsabilidade do estado de São Paulo, por ter sido atribuído a ele transtornos mentais. Dessa forma, o jovem foi transferido a uma Unidade Experimental de Saúde Estadual, onde permanece até hoje.


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