O que o brasileiro pensa?
31 de maio de 2019, 09h04

Com dívida pública parcelada em 115 anos, dono da Havan compra jatinho de R$ 250 milhões

Com uma dívida de R$ 168 milhões com a Receita Federal e o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que deve ser quitada apenas em 115 anos, o empresário Luciano Hang comprou um Bombardier Global 6000, jato executivo mais caro entre os cinco mais vendidos do mundo

Jatinho de Luciano Hang foi recebido com honras militares (Reprodução)

Atualizado às 15h34 do dia 31/05

Com uma dívida de R$ 168 milhões com a Receita Federal e o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), que deve ser quitada apenas em 115 anos, o empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan e apoiador fanático de Jair Bolsonaro (PSL), comprou um jatinho no valor de R$ 250 milhões.

Segundo o blog de André Groh, no jornal O Município, de Brusque (SC), uma cerimônia militar na quarta-feira (29) à tarde marcou a chegada do Bombardier Global 6000. A aeronave ganhou um banho de mangueira, num ato simbólico executado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina. O evento ocorreu no Aeroporto Internacional Ministro Victor Konder, em Navegantes.

Comandante do batalhão desmente blogueiro

O tenente-coronel do 7ºBatalhão Bombeiro Militar de Santa Catarina, no entanto, enviou nota para a Fórum desmentindo a informação de que teria ocorrido o banho de mangueira: “O Aeroporto Victor Konder, local onde o suposto banho teria acontecido, fica na área sob a subordinação do 7ºBatalhão Bombeiro Militar, o qual comando, e afirmo que não houve utilização de qualquer recurso pertencente ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina para a execução de banho de mangueira na aeronave referida, ou qualquer outra, no dia de ontem”.

Jato executivo mais caro do mundo

Este é o jato executivo mais caro entre os cinco mais vendidos do mundo, e é avaliado em US$62,310 milhões (R$248 milhões). O jatinho tem capacidade para até 17 passageiros, e pode voar sem escala de São Paulo até Berlim (Alemanha), Atenas (Grécia) ou Jerusalém (Israel).

Dívidas
Em 1999, uma ação de busca e apreensão, determinada pela Procuradoria da República em Blumenau, resultou na autuação da Havan em R$ 117 milhões pela Receita Federal e em R$ 10 milhões pelo INSS.

Mesmo sendo a maior autuação da Receita na ocasião, a empresa fez um Refis (programa de refinanciamento de dívida) para pagar a dívida em suaves prestações.

A Procuradoria protestou e, em 2004, fez um cálculo que mostrava que caso fosse mantido o refinanciamento, o débito de R$ 168 milhões só seria quitado após 115 anos.


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