Com novo aumento, preço do gás de cozinha acumula mais de 20% de alta no ano

Petrobras reajustou valor do botijão em 5%; especialista diz que crescimento na demanda durante quarentena manteve produto mais caro

Com o novo aumento no preço do botijão do chamado gás de cozinha, aplicado nesta quinta-feira (3) pela Petrobras, o produto, essencial para os brasileiros, já subiu 21,9% no ano. O reajuste que entrou em vigor nesta quinta-feira foi de 5%, elevando o preço médio do botijão de 13 kg nas distribuidoras para R$ 33,89. No ano, esse valor subiu R$ 6,08.

Essa alta acumulada no ano pelo gás liquefeito de petróleo (GLP) vai na contramão dos demais derivados de petróleo. O preço da gasolina nas refinarias, por exemplo, recuou 11,4% no ano. E o do diesel caiu 19,8%. O barril do petróleo tipo Brent, que estava cotado a US$ 66,25 no dia 2 de janeiro deste ano, caiu até US$ 19,99 em abril e, agora, fica ao redor de US$ 45.

E por que o preço do GLP não acompanhou essa queda? 

Segundo o economista Rodrigo Leão, coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), ou gás de cozinha, teve alta na demanda no período mais duro de quarentena. Isso porque, com mais pessoas em casa, aumentou o consumo do produto, porque mais gente estava cozinhando.

“Por isso o Brasil foi obrigado a importar o GLP. E essa importação de urgência, com aumento da demanda, elevou o preço”, disse. Por esse motivo, enquanto petróleo, gasolina e diesel tinham os valores reduzidos, o GLP continuou subindo.

A Petrobras adota um mecanismo chamado PPI (preço de paridade de importação) no reajuste do GLP. Isso porque, na explicação da própria companhia, “o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”.

Só que nem sempre essa paridade é aplicada “à perfeição”. Ou, como define Leão: “O PPI vale para cima, mas para baixo vale mais ou menos”.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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Renato Rovai
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