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06 de dezembro de 2019, 19h26

Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA condena ação da PM de SP em Paraisópolis

“Essa contundente manifestação da OEA é fundamental para pressionar o governo do estado para rever a atuação da polícia de São Paulo com relação aos jovens nos bairros periféricos”, afirmou Ariel de Castro Alves, conselheiro do Condepe

Foto: Reprodução

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou, nesta sexta-feira (6), a operação da Polícia Militar que teve como consequência a morte de nove jovens, além de sete feridos, na favela de Paraisópolis, em São Paulo, no domingo (1º).

“A Comissão condena categoricamente essa ação policial e insta o Estado a iniciar, sem demora, uma investigação séria, imparcial e eficaz dos fatos, orientada a determinar a verdade, assim como a individualização, julgamento e eventual sanção dos responsáveis por esses fatos”, diz a manifestação da CIDH, que é um órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), composto por sete membros independentes.

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“Além disso, a Comissão lembra ao Estado o seu dever de reparar às vítimas de violência e suas famílias”, acrescentou.

Integrante do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), o advogado Ariel de Castro Alves ressaltou a importância da iniciativa.

“Essa contundente manifestação da OEA é fundamental para pressionar o governo do estado para rever a atuação da polícia de São Paulo com relação aos jovens nos bairros periféricos”, afirmou.

Preocupação

A CIDH, em inúmeras oportunidades, tornou público sua preocupação em relação ao uso excessivo da força policial, particularmente no que diz respeito aos altos níveis de letalidade policial sobre negros e a utilização da força policial com contextos de protestos pacíficos.


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