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31 de julho de 2018, 13h49

Contingente de pessoas sem ocupação bate recorde e atinge 65 milhões

O dado mostra crescimento de 1,2% sobre o trimestre anterior e é recorde na série iniciada em 2012, fazendo a desocupação ser a maior da história

O número de pessoas sem ocupação ou sem procurar emprego chegou a 65 ,6 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2018, segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (PNAD), divulgada nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado mostra crescimento de 1,2% sobre o trimestre anterior e é recorde na série iniciada em 2012.

Para o IBGE, desocupados são pessoas em idade para trabalhar, mas que desistiram de procurar emprego. A situação, chamada tecnicamente de desalento, acontece quando a pessoa deixa de procurar emprego após 3 semanas sem ocupação.

Já o número de ocupados chegou a 91,2 milhões de pessoas, uma alta de 0,7% em relação ao trimestre anterior. Nesses 3 meses foram criadas 675 mil vagas de trabalho – a maioria delas, informais. Também segundo a PNAD, ao menos 40% dos 91,2 milhões de ocupados estão em vagas informais. Isso significa dizer que 37 milhões de brasileiros têm ocupação precária.

Esses dois movimentos ajudaram a baixar a taxa de desemprego oficial. Na passagem do primeiro para o segundo trimestre, a taxa caiu de 12,6% para 12,4% Na comparação com o segundo trimestre de 2017, a queda foi de 0,6% – no segundo trimestre de 2017, a taxa era de 13%

“Aumento da população ocupada, com base na informalidade e na geração de vagas no setor público, ajudou na queda do desemprego. Por outro lado, o aumento das pessoas que deixaram de procurar emprego, por motivos que desconhecemos ainda, também ajudou a baixar a taxa”, afirmou o coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo.


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