Bolsonaro programa viagem a Chapecó, cidade que fez lockdown contra a Covid-19

Prefeito João Rodrigues (PSD) diz que medida ajudou a zerar o número de pacientes em unidade de saúde. Presidente atribuiu sucesso a "atendimento precoce"

No pior momento da pandemia no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) planeja visitar ao menos três cidades em estados diferentes esta semana. Uma delas é Chapecó (SC), onde o prefeito João Rodrigues (PSD) adotou o que chama de “lockdown parcial” contra a Covid-19. O mandatário também deve visitar Foz do Iguaçu (PR) e São Paulo (SP).

Em vídeo compartilhado pelo jornalista Samuel Pancher no Twitter, Rodrigues aparece em uma enfermaria sem pacientes e atribui o feito à medida restritiva. Em fevereiro, o sistema de saúde da cidade estava colapsado, o que fez a gestão municipal apostar no isolamento para reduzir os índices de contaminação, inclusive com toque de recolher, criticado por Bolsonaro.

“Isso nos dá a alegria e o alívio de dizer ‘nós fizemos a coisa certa'”, diz o prefeito, em live realizada na última quinta-feira (1º). “Nós paramos a cidade por 14 dias, fizemos o chamado ‘lockdown parcial’. E o importante é que tivemos o apoio da sociedade chapecoense”, continua.

Apesar do Centro Avançado de Atendimento Covid-19 estar zerado, Chapecó ainda tem quase 100% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de hospitais públicos e privados. Ao todo, a cidade registrou 537 óbitos e tem 129 pacientes em UTI. A informação é do jornal O Globo.

Bolsonaro, no entanto, atribui o sucesso na cidade catarinense à adoção de “atendimento precoce” contra a Covid-19. O presidente chegou a dizer que João Rodrigues é um “exemplo a ser seguido” e demonstra que os efeitos do vírus “têm como ser combatidos”.

Avatar de Luisa Fragão

Luisa Fragão

Jornalista.

Você pode estar junto nesta luta.

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR