Na CPI do Genocídio, Kajuru cobra debate sobre vacina da Pfizer: “O governo teve a seu dispor e rejeitou”

O presidente da comissão, Omar Aziz, disse que o assunto vai ser aprofundado. “O Mandetta não participou dessa questão. Foi o Teich”

Durante o depoimento do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na CPI do Genocídio, nesta terça-feira (4), o senador Jorge Kajuru (Podemos-GO), em intervenção virtual, cobrou senadores pela ausência de um tema nos debates.

“Essa reunião terminou com uma triste conclusão: o principal assunto não foi discutido. Em agosto de 2020, o governo teve a Pfizer a seu dispor e rejeitou”, disse, se referindo à compra de vacinas.

Kajuru lembrou que o fato foi confirmado pelo ex-secretário de comunicação social da presidência, Fabio Wajngarten, em entrevista à Veja.

“Mandei mensagem para o Renan, para o Randolfe e para o ex-ministro Mandetta, que eu ficaria feliz de ter como presidente, mas agora já não sei, alertando sobre o assunto e ninguém falou a respeito da recusa do governo que poderia ter evitado quantas mortes. Então, essa reunião foi inútil em relação à falta dessa verdade”, declarou Kajuru.

“Foi o Teich”

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), respondeu ao senador, dizendo que o assunto proposto por ele vai ser aprofundado. “O Mandetta não participou dessa questão. Foi o Teich (Nelson, sucessor de Mandetta)”. O ex-ministro será ouvido pela comissão nesta quarta-feira (5).

Mandetta também comentou as declarações de Kajuru. “É muito claro que o governo perdeu o ‘timing’ na compra das vacinas. A Pfizer procurou o governo e, sequer, foi atendida. Caso tivesse comprado as vacinas, não haveria segunda onda”, completou.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.