“Não é a melhor vacina do mundo, mas é a que temos. Eu quero essa vacina”, diz bióloga Natalia Pasternak

A presidenta do Instituto Questão de Ciência participou da coletiva da CoronaVac e defendeu a aplicação do imunizante

A microbiologista Natalia Pasternak, presidenta do Instituto Questão de Ciência, participou nesta terça-feira (12) da coletiva de imprensa realizada pelo Instituto Butantan com a apresentação dos resultados dos estudos clínicos da vacina Coronavac, que tem eficácia global de 50,4% e eficácia de 78% para casos muito leves.

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“O ensaio teve seus sucessos e suas falhas, e precisa ser comunicado abertamente para a população. O estudo trouxe os resultados que se propôs a fazer. São bons resultados, resultados honestos de uma vacina que é perfeitamente aceitável. É uma vacina adequada e possível para o Brasil, e compatível com nossa capacidade de produção, armazenamento e distribuição”, declarou a cientista.

“Eu tenho uma vacina de risco quase zero, porque os efeitos adversos são irrisórios, mínimos, mas eu tenho um benefício coletivo de saúde pública de reduzir o risco de doença em 50%. Eu quero esse benefício”, sentenciou.

A pesquisadora ainda destacou que além da redução da contaminação, há uma eficácia maior contra casos moderados e graves e, consequentemente, reduzirá o número de mortes. “O mais urgente agora é uma campanha robusta pra informar a segurança e eficácia dessa vacina, e sua eficácia no mundo real vai depender de quantas pessoas vão se vacinar”, declarou.

“Não é a melhor vacina do mundo, mas é a vacina que temos e não há motivos para não usá-la. Eu quero essa vacina, eu quero que meus pais tomem essa vacina”, disse ainda.

Confira trechos do discurso, que ganhou destaque nas redes sociais:

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Lucas Rocha

Jornalista da Sucursal do Rio de Janeiro da Fórum.

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