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05 de abril de 2019, 14h41

Cortes de Dória na área da Cultura podem resultar no fechamento do Museu Afro Brasil

Em nota pública, funcionários dizem que contingenciamento de 22,95% no orçamento da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa coloca em risco o funcionamento das atividades do museu, que reúne mais de 7 mil obras

Museu Afro Brasil tem acervo de mais de 7 mil obras

Uma nota pública distribuída nesta sexta-feira (5) por funcionários do Museu Afro Brasil afirma que o contingenciamento feito pelo governador João Dória na área de Cultura pode acarretar no fechamento da instituição, localizada no Parque do Ibirapuera, que abriga mais de 7 mil obras de diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiros.

“O Museu Afro Brasil, instituição pública subordinada à Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura –, está sob ameaça de redução de atividades e fechamento, diante deste  contingenciamento”, diz a nota, elencando o corte de 22,95% no orçamento da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa.

Segundo o documento, o contingenciamento significará a demissão de grande número de funcionários, a redução de projetos e atividades e,
até mesmo, o fechamento do Museu Afro Brasil, “impactando milhares de pessoas que veem e encontram neste espaço não apenas a
preservação de sua memória e identidade, mas a possibilidade de exercer seu direito à cultura”.

O Museu Afro Brasil recebe, anualmente, 180 mil visitantes, dentre eles 40 mil estudantes. Desde 2009, mais de 1,7 milhões de pessoas foram diretamente impactadas pelas ações do Museu.

Todos os anos dezenas de exposições, publicações e ações de pesquisa e incentivo à produção artística e cultural interagem com o acervo, uma biblioteca com 12 mil títulos e um Teatro (Ruth de Souza) que acolhe importantes atividades de promoção da cultura nacional sob a perspectiva afro-brasileira.

Além disso, projetos e programas educativos são responsáveis pelo atendimento e formação de diferentes públicos em situação de vulnerabilidade social, como idosos, crianças, pessoas com deficiência, jovens em privação de liberdade, frequentadores de equipamentos de Saúde Mental, professores, por meio de parcerias com instituições de Educação, Saúde e Assistência Social. “Áreas que foram apontadas como prioridades pelo
Governador João Doria Jr., mas que também serão duramente afetadas pelo corte na Cultura”, diz a nota.

Leia a nota na íntegra.


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