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28 de janeiro de 2020, 07h35

Cresce o número de professores que pedem demissão da USP

Pesa na decisão o corte de verbas para a ciência no governo de Jair Bolsonaro

Universidade de São Paulo (Foto: Edilson Dantas)

Nos últimos três anos, 73 docentes pediram demissão da Universidade de São Paulo (USP), a mais prestigiada do país, e 70 solicitaram afastamento não remunerado. O número é muito superior se comparado com os três anos anteriores, de 2014 a 2016, quando 47 docentes deixaram a universidade e 23 solicitaram licença.

Levantamento feito pela Folha de S. Paulo mostra que a crescente saída de professores está ligada, principalmente, a  melhores oportunidades de trabalho no exterior, sendo que pesa na decisão a situação política do Brasil e os cortes na pesquisa e ciência no governo de Jair Bolsonaro.

A reportagem da Folha entrevistou 42 dos 73 docentes que pediram demissão da USP nos últimos três anos. Cerca de metade deles (22) foi trabalhar em instituições no exterior. Ainda, oito migraram para universidades federais e cinco para instituições de ensino privadas, principalmente na economia, como a Fundação Getúlio Vargas e o Insper.

Em alguns departamentos da universidade, as saídas foram prejudiciais aos alunos, já que muitos tiveram que interromper projetos acadêmicos. Outro efeito foi a sobrecarga dos demais profissionais que ficaram com atividades administrativas e orientações, até porque nem todos os cargos vagos são repostos na universidade.

 


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