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29 de agosto de 2019, 09h40

Depois de escândalos, hidrelétrica de Itaipu será fiscalizada por controle externo

Itamaraty comunicou que o controle tem a intenção de "avançar no processo de aperfeiçoamento e de transparência na gestão". É a primeira vez que a hidrelétrica será submetida a uma fiscalização desse tipo

Bolsonaro e Mario Abdo Benítez, presidente do Paraguai - Foto: Divulgação/PR

Depois das polêmicas envolvendo a assinatura de um acordo secreto no uso de energia da hidrelétrica, prejudicando a economia do Paraguai, o Itamaraty comunicou, nesta quarta-feira (28), que as diretorias brasileiras e paraguaias da Itaipu Binacional concordaram em submeter a usina a uma fiscalização por comissão externa. É a primeira vez que a hidrelétrica passará por um controle desse tipo.

Segundo a chancelaria brasileira, o status internacional da usina dificultava a realização de fiscalizações externas. “Com a intenção de avançar no processo de aperfeiçoamento e de transparência na gestão, a diretoria executiva de Itaipu acredita ser relevante contar também com um mecanismo de fiscalização externo”.

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“Esse controle, de forma independente e respeitando o princípio da binacionalidade e o Tratado de Itaipu, auxiliaria os dois países na fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da empresa quanto aos aspectos da legalidade, da legitimidade e da economicidade de seus atos”, acrescentou o Itamaraty.

Crise

A crise de Itaipu foi alastrada após a divulgação de mensagens particulares de autoridades do Paraguai revelando a assinatura de um acordo energético na hidrelétrica que estabelecia que o Brasil pagaria menos pela energia excedente paraguaia, impondo ao país vizinho um prejuízo calculado em 200 milhões de dólares.

O casou acabou envolvendo a família Bolsonaro e um suplente do Major Olímpio (PSL-SP), Alexandre Giordano (PSL). O nome de Bolsonaro entrou no escândalo pela voz de um assessor do vice-presidente paraguaio, Hugo Velázquez, o advogado Joselo Rodríguez. Em meio às tratativas, Rodríguez entrou em contato com dirigentes da Ande para pressionar pela retirada de um item específico do acordo, dizendo ser desejo da “‘família presidencial’ do país vizinho”. Seu interlocutor era o empresário Alexandre Giordano, lobista apontado como representante de uma empresa brasileira chamada Léros Energia.


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