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22 de dezembro de 2017, 14h50

Depois de reuniões tensas, caso Waack pode acabar na Justiça

Colunista do UOL garante que o jornalista ficou irritado com a forma como a Globo conduziu a situação: âncora teve contrato rescindido.

Colunista do UOL garante que o jornalista ficou irritado com a forma como a Globo conduziu a situação: âncora teve contrato rescindido.

Da Redação*

O caso William Waack, que teve seu contrato rescindido com a Globo, devido ao episódio no qual o âncora fez declarações racistas, pode acabar na Justiça. O colunista Ricardo Feltrin, do UOL, divulgou informações de bastidores, ressaltando que o jornalista teria ficado irritado, depois de ter recebido proposta de demissão voluntária. Feltrin destaca, ainda, que Waack ficou contrariado ao saber que o vazador do vídeo com comentário racista fez uma visita aos estúdios da TV Globo.

“Foram, ao todo, quatro reuniões entre a direção da Globo e William Waack (acompanhado de advogado) desde o início de novembro, depois que o jornalista foi afastado do comando do “Jornal da Globo”. Waack foi tirado do ar pela direção de Jornalismo após a divulgação de um vídeo em que fez comentário racista (fora do ar) com um convidado no estúdio da emissora, em Washington, no ano passado.

Segundo fontes ouvidas pela coluna, o resultado das quatro reuniões foi o mesmo: tensão, mal-estar e irritação por parte do jornalista, que vinha sendo pressionado a rescindir voluntariamente o contrato. Segundo comunicado da Globo, a decisão foi em comum acordo. Em todas as reuniões o jornalista deixou claro que considerava descabida e humilhante a punição que recebeu por causa de um vídeo “furtado” por um ex-funcionário da Globo e postado na internet.

A situação ficou ainda mais tensa no último dia 6, quando Waack soube que Diego Rocha Pereira, ex-operador de VT da emissora e vazador do vídeo, não só retornou à Globo como fez uma foto no cenário do “Jornal da Globo”, sentado na cadeira que já foi dele. Para o jornalista, a atitude do ex-funcionário foi submetê-lo ao ridículo. E a emissora não se preocupou em evitar isso.

Para ele, a Globo não podia se eximir de responsabilidade sobre dois fatos: tanto pelo vazamento do vídeo como pelo retorno do vazador às suas dependências. A coisa não deve terminar só com o comunicado da Globo, anunciando a demissão. Do ponto de vista jurídico o caso pode se tornar uma batalha longa e espinhosa, com prejuízo para ambas as partes. Um dos argumentos em vista é que Waack fez um comentário jocoso em uma situação privada, na qual a emissora não teria o direito de puni-lo da forma que o fez. Afinal, quem permitiu a captação da conversa privada foi a própria emissora. Sem intenção, a Globo pode estar criando uma nova, longa e caríssima novela judicial”.

*Com informações de Ricardo Feltrin, do UOL

Foto: Reprodução/Globo


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