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09 de setembro de 2019, 20h56

Depressão e suicídios: as sequelas da tragédia de Brumadinho

Número de suicídios e tentativas, além do consumo de antidepressivos, aumentou entre a população que foi assolada pela lama da Vale

Reprodução

A perda de lares, parentes e de toda uma vida que foi arrastada pela lama da Vale ainda causa consequências trágicas em Brumadinho (MG). Sete meses depois do rompimento da barragem, a cidade vive um momento delicado que vem preocupando moradores e agentes públicos. Nesse período o número de suicídios aumentou, assim como as tentativas contra a própria vida e o aumento no consumo de antidepressivos.

Apenas no primeiro semestre deste ano, 39 moradores da cidade tentaram o suicídio, sendo 11 homens e 28 mulheres. Isso representa um número 23% maior se comparado com os números do mesmo período no ano passado. Em 2018, apenas uma pessoa do município tirou a própria vida. Este ano já foram três.

“São mulheres que perderam filhos e marido. A sensação de perda para elas é maior para ressignificar a vida”, falou ao jornal O Estado de S. Paulo o secretário municipal de Saúde de Brumadinho, Junio Araújo Alves.

A tragédia afetou emocionalmente os atingidos pela lama. A secretaria de saúde informa que a prescrição de antidepressivos e ansiolíticos aumentou consideravelmente. Houve crescimento de 60% no número de pessoas que passaram a depender destes tipos de medicamento.

“É uma situação de sofrimento que pode perdurar por muitos anos. E não se pode minimizar a perda de cada pessoa, seja de parentes, perspectivas, trabalho ou sonhos. Todas as perdas podem ter consequências negativas”, afirmou o professor Frederico Garcia, do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


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