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20 de junho de 2018, 20h31

Desembargadora que atacou Marielle e Jean Wyllys autoriza aumento de ônibus no Rio

Marília Castro Neves, da 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça fluminense, suspendeu a liminar que impedia o reajuste da passagem de R$ 3,60 para R$ 3,95

Foto: Reprodução/Facebook

Marília Castro Neves, desembargadora que ficou famosa por atacar a vereadora Marielle Franco, após seu brutal assassinato, debochar de uma professora que tem Síndrome de Down e postar na rede social que desejava a morte do deputado federal Jean Wyllys, autorizou o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro

Ela, que atua na 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça fluminense, suspendeu a liminar que impedia o aumento da passagem de R$ 3,60 para R$ 3,95. Segundo o Conjur, a solicitação de efeito suspensivo foi feita pelos Consórcios Internorte, Intersul e Transcarioca, que têm a concessão das linhas de ônibus municipais no Rio. A medida valerá até o julgamento do recurso das empresas pelo colegiado.

Ao analisar o recurso dos consórcios, Marília concluiu que, diferentemente do alegado pelo Ministério Público, o adicional foi suprimido do valor da tarifa, em razão da publicação do Decreto Municipal 43.601/2017. “Ressalte-se, ainda que, como afirmado pela edilidade [prefeitura], o valor do adicional de R$ 0,20 não foi considerado na base de cálculo da nova tarifa, fixada em quantia inferior àquela que seria obtida caso utilizado o reajuste contratualmente previsto, já que, de acordo com a fórmula prevista no contrato de concessão, se chegaria a uma tarifa no valor de R$ 4,05”, ressaltou.

Polêmicas

Em março, Marília fez uma postagem no Facebook, na qual disparou graves acusações contra Marielle Franco. Ela postou que a vereadora do PSOL havia pertencido ao Comando Vermelho (CV) e que teria sido assassinada por descumprir compromissos com o CV. “A questão é que a tal Marielle não era apenas uma ‘lutadora’; ela estava engajada com bandidos! Foi eleita pelo Comando Vermelho e descumpriu ‘compromissos’ assumidos com seus apoiadores”, escreveu. “Temos certeza que seu comportamento, ditado pelo seu engajamento político, foi determinante para seu fim trágico. Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”, finalizou.

Em outro destempero, a desembargadora usou as redes sociais para debochar de uma professora de Natal (RN), que tem Síndrome de Down. “Well, eis que se não quando, ouço que o Brasil é o primeiro em alguma coisa!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social… Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?” .

A professora Débora Seabra, por sua vez, escreveu uma carta de próprio punho em resposta que comoveu a internet. Ao final, ela escreveu: “O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo pra acabar com o preconceito porque é crime.
Quem discrimina é criminoso!”.

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL) também foi alvo de Marília. Ela atacou o parlamentar, que respondeu em seguida: “A desembargadora Marília Castro Neves, a mesma que usou sua rede social para divulgar mentiras criminosas contra nossa companheira Marielle Franco, assassinada a sangue frio na última quarta-feira, defendeu que eu fosse fuzilado num “paredão profilático”. Isso mesmo: uma desembargadora propôs publicamente a minha morte!”, postou Wyllys no Facebook.


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