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08 de abril de 2019, 14h29

Dez militares são presos por fuzilamento de carro de família que matou músico no RJ

Após recuar sobre versão de que tropa teria reagido a ataque de criminosos, Exército conduzirá as investigações sobre o caso, com base em lei sancionada por Temer em 2017

Militares do Exército dispararam 80 tiros contra carro. Músico e segurança, Evaldo (detalhe) morreu na hora. (Reprodução)

Informações de Gabriel Sabóia e Marcela Lemos para o portal UOL revelam que dez militares foram presos nesta segunda-feira (08) pela morte do músico Evaldo Rosa dos Santos – metralhado, neste domingo (07), no Rio de Janeiro (RJ), por homens do Exército Brasileiro, que dispararam mais de 80 tiros contra o veículo que a vítima dirigia, acompanhado da família, a caminho de um chá de bebê.

Também foram feridos o sogro de Evaldo, que estava no carro, e um pedestre que passava pelo local, em Guadalupe, na zona norte da capital fluminense.

Inicialmente, o Exército divulgou que sua tropa teria reagido a ataques de criminosos a bordo do automóvel. Posteriormente, em nota, o Comando Militar do Leste admitiu que “em virtude de inconsistências identificadas entre os fatos inicialmente reportados” (pelos militares envolvidos na ação), todo os envolvidos foram afastados e encaminhados à Delegacia de Polícia Judiciária.

Até agora, 12 militares já foram ouvidos, dos quais dez foram presos e estão à disposição da Justiça Militar. A Audiência de Custódia determinará o encaminhamento do caso.

O Ministério Público está acompanhamento os depoimentos, mas as investigações ficarão por conta do próprio Exército, em acordo com legislação de 2017 assinada pelo então presidente Michel Temer.

Laudos já elaborados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro serão encaminhados às Forças Armadas.


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