O que o brasileiro pensa?
04 de abril de 2020, 13h42

Dieese projeta queda de até 8,5% no PIB em 2020, com 17 milhões de desempregados

"Não há dúvida de que o impacto no mercado de trabalho em qualquer dos cenários - mesmo no mais otimista - será dramático, com repercussões sociais imprevisíveis", diz o Dieese em nota técnica

(Arquivo/Agência Brasil)

Em nota técnica de análise conjuntural divulgado nesta semana, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o Dieese, afirma que o ano de 2020 já entrou para a história como um momento de grave crise mundial, com impactos sem precedentes na economia e na sociedade, e projeta uma queda de até 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em seu pior cenário.

“No Brasil, os impactos da Covid-19 têm sido terríveis sobre uma economia que ainda não se recuperou do biênio recessivo de 2015/16, seguido por três anos de baixo crescimento, e que carrega a herança histórica de alta informalidade do trabalho; desigualdade de renda; dependência dos fluxos de capitais estrangeiros e de tecnologia internacional; e condições precárias de vida para a maioria da população”, diz a nota.

Nas projeções, o Dieese traça três cenários diante da crise. O mais pessimista, com queda de 8,5% do PIB, pode levar 4,4 milhões de brasileiros ao desemprego, que atingiria assim 17 milhões de trabalhadores.

No cenário mais otimista, os analistas do departamento intersindical preveem queda de 2,1% na economia, com mais de 1 milhão de desempregados. Na projeção intermediária, a queda do PIB chega a 4,4%, atingindo 2,3 milhões de empregos.

“Não há dúvida de que o impacto no mercado de trabalho em qualquer dos cenários aqui desenhados – mesmo no mais otimista – será dramático, com repercussões sociais imprevisíveis”, diz a nota.


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