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19 de outubro de 2013, 10h22

Djavan, Chico e Caetano: as razões para os incômodos de certos intelectuais

Com a emergência e a consolidação de novos agentes sociais no cenário político, muitos segmentos sociais querem se representar e não ser representados pela intelectualidade progressista

Com a emergência e a consolidação de novos agentes sociais no cenário político, muitos segmentos sociais querem se representar e não ser representados pela intelectualidade progressista

Por Dennis de Oliveira, em seu blogue

(Divulgação)

Durante a ditadura militar, uma série de intelectuais, artistas e pessoas da universidade se mobilizaram para combater a repressão e defender a democracia e as liberdades. Foi uma geração forjada nos ambientes universitários dos anos 1960, momento em que floresceram ideias inovadoras no campo cultural, como o nacional-popular, as vanguardas artísticas, entre outros. A esquerda era protagonizada, principalmente, por um segmento intelectual progressista, tanto é que o movimento estudantil foi um dos principais na formação dos militantes que resistiram bravamente, inclusive na luta armada, contra a repressão. Muitos outros foram exilados.

Esta geração de intelectuais foi a responsável pela consolidação de uma cultura progressista de qualidade expressa na música, no cinema, no teatro, na literatura. O professor Vladimir Safatle fala da existência de uma hegemonia progressista na cultura mesmo nos anos autoritários.

O que vem acontecendo recentemente, com a consolidação da democracia liberal, é a emergência e a consolidação de novos agentes sociais no cenário político. A grande maioria vinda das classes subalternas. Segmentos sociais que, diante do clima de liberdades democráticas, querem se representar e não ser representados pela intelectualidade progressista. Parafraseando a reedição do filme Cinco Vezes Favela, agora é “por eles mesmos”.

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