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11 de fevereiro de 2019, 21h42

Documentos mostram que Vale sabia do risco de rompimento em Brumadinho desde outubro

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, a empresa também tinha conhecimento do perigo em mais oito barragens

Foto: Ricardo Stuckert

O Ministério Público de Minas Gerais assegura que, desde o mês de outubro de 2018, a Vale sabia do perigo de desabamento em Brumadinho, além de outras oito barragens. As informações são da coluna de Lauro Jardim, em O Globo.

Apesar disso, segundo os promotores, a empresa as classificou apenas como de “baixo risco”.

Os detalhes estão em uma ação civil pública movida pelo MP contra a Vale, em tramitação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O processo corria em sigilo até a semana passada, mas tornou-se público por decisão judicial.

O juiz Sergio Fernandes, em um dos despachos da ação, lista as estruturas que, segundo o MP, estão na chamada “zona de atenção”, ou “alarp zone”.

São elas: Barragem Laranjeiras, Menezes II, Capitão do Mato, Dique B, Taquaras, Forquilha I, Forquilha II, Forquilha III, Barragem I do Complexo Minerário Mina Córrego Feijão e Barragem IV-A do Complexo Minerário Mina Córrego Feijão. Salienta que, das 10 barragens, duas já se romperam, causando a tragédia de Brumadinho.

“[…] a Barragem I e a Barragem IV-A do complexo Minerário Mina Córrego Feijão (Brumadinho), além de outras oito que estão em situação de maior risco, foram indicadas como seguras, segundo laudos técnicos aventados pela ré, que atestavam estabilidade e segurança […]”, diz um dos trechos.

Relatório

Em outro, o juiz se refere a um relatório de outubro de 2018 que, conforme os procuradores, indicava a ameaça representada por Brumadinho e as outras barragens mencionadas:

“Com efeito, os documentos colacionados pelo Ministério Público (cita os documentos) aventam que em outubro de 2018 já havia sido constatado pela ré o grau de risco de rompimento das barragens indicadas”.

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