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14 de março de 2019, 14h43

Doria promete R$ 100 mil a familiares de mortos em escola de Suzano, desde que não processem o Estado

"O governo do estado vai condicionar (o pagamento) ao documento assinado pela família da vítima. Ao receber a indenização (a família terá que) abrir mão de qualquer processo indenizatório contra o estado de São Paulo", disse Dória

O governador de São Paulo, João Doria (Divulgação)

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta quinta-feira (14) que poder pagar cerca de R$ 100 mil de indenização para cada uma das famílias das sete vítimas do ataque na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. Mas, impôs uma condição: que as famílias não acionem o Estado na Justiça.

Caso optem por receber os R$ 100 mil, as famílias terão que assinar um documento se comprometendo a não processar o governo do estado.

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“O governo do estado vai condicionar (o pagamento) ao documento assinado pela família da vítima. Ao receber a indenização (a família terá que) abrir mão de qualquer processo indenizatório contra o estado de São Paulo”, disse Dória, que prometeu fazer o pagamento em 30 dias.

O velório das sete vítimas está sendo realizado desde a manhã desta quinta-feira em um ginásio da cidade da Grande São Paulo. Milhares foram ao local prestar homenagens, formando uma grande fila do lado de fora. Alguns familiares chegaram a passar mal, sendo atendidos em ambulâncias

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Às 11h, o silêncio do ginásio esportivo virou um coro de preces e cânticos religiosos, com a missa ecumênica realizada pelo pároco da igreja São Sebastião, Cláudio Taciano.

Estão sendo velados os estudantes Cleiton Antonio Ribeiro, 17; Caio Oliveira, 15; Samuel Melquiades Silva de Oliveira, 16; e Kaio Lucas da Costa Limeira, 15.

Também a inspetora de ensino Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 e a coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezu, 59 —que só será sepultada no sábado (16), quando um de seus filhos chega do exterior.

Outras duas famílias optaram por velórios separados. O estudante Douglas Murilo Celestino, 16, está sendo velado desde 1h, na igreja evangélica Assembleia de Deus, em Suzano.

E o velório do empresário Jorge Antonio Moraes, proprietário de uma revendedora de carros e tio de um dos atiradores, acontece desde a madrugada no cemitério Jardim Colina dos Ypês, onde será sepultado.

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