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20 de agosto de 2019, 16h55

E a Amazônia? Redes sociais questionam pouca atenção dada a queimadas no governo Bolsonaro

Segundo dados da NASA e do Inpe, as queimadas dispararam em 2019, durante o governo Bolsonaro; o número cresceu 82% no Brasil e ultrapassou os 100% nos estados de Rondônia, que vive um pesadelo de fumaça há 16 dias, e Mato Grosso do Sul

Foto: EBC

Usuários do Twitter fizeram o termo “E a Amazônia” chegar ao topo dos assuntos do momento da rede social, nesta terça-feira (20), após questionamentos sobre a falta de atenção que tem sido dada às queimadas registradas na região nos últimos dias. O destaque vai para o estado de Rondônia, que registrou um fogo incessante por 16 dias e deixou, inclusive, o céu da capital Porto Velho cheio de fumaça.

A denúncia das queimadas, feitas inicialmente por lideranças indígenas e moradores rondonienses, ganharam as redes sociais, mas não tiveram grande repercussão na mídia tradicional. Diversas foram às críticas dadas até mesmo à abordagem do Jornal Nacional sobre a fumaça que chegou a São Paulo, que teria origem em queimadas do Mato Grosso do Sul, mas que pouco foi destacado. O telejornal dedicou mais esforços a fazer uma comparação de Bolsonaro com Lula.

O fogo teria começado na Reserva Ambiental Margarida Alves, assentamento ligado ao MST e localizado em Nova União, a 370 quilômetros de Porto Velho, e se espalhou, atingindo pastagens vizinhas, colocando em risco a sobrevivência dos animais e comprometendo a saúde dos moradores da região. Cerca de mil hectares foram queimados.

Rondônia é, ao lado do Mato Grosso do Sul, o estado em que os focos de incêndios florestais mais cresceu, segundo levantamento do Climatempo feito com base em dados da NASA. Nos dois estados o número cresceu mais de 100%. Em Rondônia, foram 4.838 casos até agosto de 2019, contra 1.796 no mesmo período em 2018.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as queimadas no Brasil aumentaram 82% no governo de Jair Bolsonaro (PSL), comparando com o mesmo período do ano passado.

 


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