Fórum Educação
29 de outubro de 2018, 21h54

Eleitora de Bolsonaro fantasia o filho de “escravo” para festa de escola em Natal

A própria mãe postou a foto do filho de 9 anos fantasiado de escravo, com correntes e marcas de chicotadas, para a festa da Halloween de um colégio particular de Natal (RN); caso gerou revolta nas redes sociais e mulher está sendo acusada de racismo

Reprodução/Instagram

Causou revolta nas redes sociais nesta segunda-feira (29) a publicação que uma mulher identificada como Sabrina Nóbrega fez em sua conta no Instagram. Ela postou a foto de seu filho de 9 anos fantasiado de “escravo” para a festa de Halloween de colégio particular de Natal (RN).

“Quando seu filho absorve o personagem! Vamos abrasileirar esse negócio! #Escravo”, escreveu ela na legenda das fotos que mostram a criança pintada, sem camiseta, com correntes amarradas nos pés e nas mãos e “marcas” de chicotada feitas com maquiagem.

Após a publicação, a mulher, que tem na foto do perfil a logomarca de campanha de Jair Bolsonaro, passou a ser chamada de racista e recebeu centenas de críticas. Até mesmo o cantor Marcelo D2 compartilhou prints da publicação. “Quando você acha que já viu de tudo na vida…”, escreveu.

Diante da repercussão negativa, a mulher deletou as fotos e bloqueou sua conta no Instagram. Pelo Twitter, no entanto, rebateu as críticas. “Ñ leiam livros d História do Brasil. Eles dizem q existiu escravidão d negros no país, mas isso é mentira. Ñ discuta com essa afirmação, pois vc estará sendo racista, A PIOR PESSOA, um lixo Só ñ entendi ainda se o problema foi a fantasia ou o ’17’ na foto”, postou.

Em nota, o Centro de Educação Integrado, colégio onde a criança estuda, informou que “não compactua com expressões de racismo ou preconceito.

“Lamentavelmente, a escolha do traje para a participação do Halloween, feita pela família do aluno, tocou numa ferida histórica do nosso país. Amargamos as sequelas desse triste período até os dias de hoje. Não incentivamos nem compactuamos com qualquer tipo de expressão de racismo ou preconceito, tendo os princípios da inclusão e convivência com a diversidade como norte da nossa prática pedagógica”, diz a nota.


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