No rastro do óleo do Nordeste
08 de novembro de 2019, 09h35

“Eles podem tentar prender uma pessoa, mas não podem prender uma ideia”, diz Marcelo D2 em show em Berlim

Além da menção a Lula, Marcelo D2 também protestou contra a violência policial no Rio de Janeiro

Foto: Caio Paganotti/Fotos da Virada

Em sua primeira turnê pela Europa desde 2003, o grupo Planet Hemp fez show politizado na noite desta quinta-feira (7) em Berlim, na Alemanha, e não deixou de mencionar o ex-presidente Lula. Antes de apresentar a música “Ex-quadrilha da Fumaça”, o vocalista Marcelo D2 disse que a banda já passou por casos parecidos com a trajetória do ex-presidente e prestou homenagem a ele.

“Eles podem tentar prender uma pessoa, mas não podem prender uma ideia”, disse D2, sem citar o nome de Lula, mas fazendo clara menção ao ex-presidente, que é preso político desde março de 2018.

Em determinado momento do show, a plateia passou a entoar o coro de “Ei, Bolsonaro, vai tomar no cu”, também citando o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro. “A gente não pode deixar que os nossos medos alimentem o ódio deles”, disse o vocalista no momento do coro.

Marcelo D2 também se pronunciou sobre a violência no Rio de Janeiro, protestando contra a truculência da polícia nas favelas e as mortes de inocentes decorrentes das operações. “Dezesseis crianças, 2 bebês recém-nascidos. Que porra de segurança pública é essa?”, questionou D2, referindo-se as mortes de menores no Rio ocasionadas por tiroteio.

 


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