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04 de janeiro de 2020, 07h01

Em novo vídeo, integralista que fugiu para a Rússia ataca Lula e Boulos, além de Porchat

Eduardo Fauzi, que está foragido, afirma ainda no novo vídeo que o ataque à produtora do Porta dos Fundos não foi um atentado terrorista pois ninguém teria sido "posto em perigo" e que o ato foi "quase que em nada criminoso diante da blasfêmia contra Cristo"

Reprodução

Identificado pela polícia, um dos suspeitos de promover o atentado à bomba contra a produtora do Porta dos Fundos na véspera de Natal, o integralista Eduardo Fauzi aparece em um novo vídeo que começou a circular nas redes sociais desde a noite desta sexta-feira (3) em que ataca o ex-presidente Lula, o líder do MTST, Guilherme Boulos, além do humorista Fábio Porchat. Ele é considerado foragido e, de acordo com as investigações, estaria agora na Rússia, depois de ter feito escala em Paris. O próprio Fauzi chegou a admitir em entrevista ao “Projeto Colabora” que soube da ordem de prisão um dia antes e que fugiu para Moscou.

O vídeo foi gravado no mesmo quarto do último vídeo que veio à tona, em que desafia a polícia e chama os integrantes do Porta dos Fundos de “criminosos, marginais, são bandidos”. Na nova mensagem, o suspeito indica que ela foi gravada nos últimos dias, já que cita que “nessa semana” foi encontrado em sua casa no Rio de Janeiro o livro “O imbecil coletivo”, do escritor Olavo de Carvalho.

No início do novo vídeo, Fauzi afirma que Fábio Porchat é hipócrita ao dizer que as reações negativas ao Especial de Natal do grupo humorístico são homofobia e que o ator não estaria em seu “lugar de fala”. Sobre Lula, o integralista diz: “Quando Lula diz que um menor não pode ser violentado pela polícia por roubar um celular, isso é um absurdo!”. Quanto a Guilherme Boulos, Fauzi afirma que o líder sem-teto “vive de invadir propriedade particular, extorquir pessoas, e ninguém fala nada”.

Ao longo da mensagem, o suspeito fala sobre a chamada “guerra cultural”, cujo um dos principais artífices seria justamente o grupo Porta dos Fundos. Ele ainda minimiza o ataque à bomba à produtora do grupo e diz que o ato não foi um atentado terrorista. “Não houve dano material nenhum, vitima nenhuma, ninguém foi posto em perigo. O que está sendo julgado ali é dentro de opinião. Porque quando alguém se levanta contra, o sistema bate pesado, se protege como uma máfia”, declara.

“As pessoas estão hiperdimensionando um ato que foi quase que em nada criminoso diante da blasfêmia contra Cristo. Essa, sim, foi criminosa”, completa.

Ele ainda termina o vídeo com o “anauê”, saudação típica dos integralistas.

Fauzi, que é filiado ao PSL, partido pelo qual Jair Bolsonaro concorreu à presidência da República, possui mais de 15 registros criminais. Saiba mais aqui.

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