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14 de janeiro de 2020, 09h09

Em pouco mais de uma década, evangélicos devem ser maioria no Brasil

Ativismo evangélico, principalmente na política, e passividade católica são alguns dos principais motivos para esse crescimento

Foto: Reprodução

O pesquisador em demografia, José Eustáquio Alves, que se aposentou este ano do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou uma pesquisa que diz que, a partir de 2032, fiéis evangélicos serão maioria do país, desbancando os católicos para o segundo lugar.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo nesta terça-feira (14), Alves aponta que os principais motivos para o crescimento desta fé nos últimos anos foram o ativismo evangélico, a passividade católica e maior participação de igrejas evangélicas na política, assim como é visto no governo de Jair Bolsonaro.

Alves mostra que o fenômeno reflete uma tendência brasileira de mais de uma década. Entre 1991 e 2010, os católicos caíam 1% ao ano, enquanto os evangélicos cresciam 0,7%. Segundo o pesquisador, se aplicar estas taxas num modelo de projeção geométrica, é possível chegar à previsão de que evangélicos serão maioria em pouco mais de 10 anos.

Ele acrescenta que, de 2010 até hoje, o crescimento do número de evangélicos foi ainda superior. Dessa forma, Alves projeta que a partir de 2022, ano em que o Brasil comemora sua independência, os fiéis ao papa devem encolher para menos de 50% e, dez anos depois, seriam 38,6% da população. Já os evangélicos alcançariam em 2032 a marca dos 39,8%, tornando-se a religião predominante no país.

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