Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
20 de janeiro de 2020, 09h32

Em sentença, juiz critica Bolsonaro e diz que Brasil vive uma “merdocracia neoliberal neofascista” 

Jerônimo Azambuja também relembra o assassinato de Marielle Franco e cita "exilados políticos" do governo Bolsonaro, como Jean Wyllys e Márcia Tiburi

Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (Reprodução)

O juiz Jerônimo Azambuja Franco Neto, da 18ª Vara do Trabalho de São Paulo, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, disse que o Brasil vive uma “merdocracia neoliberal neofascista” ao proferir a sentença de um processo trabalhista na última quinta-feira (16). Azambuja também despejou críticas contra Jair Bolsonaro e seus ministros, além de relembrar o assassinato de Marielle Franco e citar “exilados políticos”, como Jean Wyllys (PSOL) e a filósofa Márcia Tiburi.

“A merdocracia neoliberal neofascista está aí para quem quiser ou puder ver”, escreveu o juiz. Ele ainda critica o presidente Jair Bolsonaro e cita os ministros Abraham Weintraub, Sergio Moro, Paulo Guedes e Damares Alves.

“O ser humano Weintraub no cargo de Ministro da Educação escreve ‘imprecionante’. O ser humano Moro no cargo de Ministro da Justiça foi chamado de ‘juizeco fascista’ e abominável pela neta do coronel Alexandrino. O ser humano Guedes no cargo de Ministro da Economia ameaça com AI-5 (perseguição, desaparecimentos, torturas, assassinatos) e disse que ‘gostaria de vender tudo’. O ser humano Damares no cargo de Ministro da Família defende ‘abstinência sexual como política pública’. O ser humano Bolsonaro no cargo de Presidente da República é acusado de ‘incitação ao genocídio indígena’ no Tribunal Penal Internacional”, escreveu.

Em outro trecho, o juiz também faz críticas ao procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, à Reforma Trabalhista e à Lei da Liberdade Econômica, sancionada por Bolsonaro. Ele ainda a reforma da Previdência de “destruição da Seguridade Social”.

Na sentença, Azambuja condena o restaurante Recanto da XV a pagar indenização de R$ 10 mil por danos morais e a demonstrar o pagamento do piso salarial, seguro de vida e de acidentes e assistência funerária aos funcionários. “O lugar de fala da presente decisão, portanto, não é voltado ao mercado nem ao lucro, os quais já têm seus bilionários, sabujos e asseclas de estimação. O lugar de fala da presente decisão é o trabalho humano digno voltado à igualdade e aos direitos humanos fundamentais”, defendeu o juiz.

 

 


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum