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28 de janeiro de 2020, 20h08

Escolas do RJ que homenageavam artistas passam a levar nomes de militares

A lei para regulamentar esse tipo de modalidade ainda está parada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Foto: Reprodução

Nove novas escolas foram criadas no estado do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (27), de acordo com o Diário Oficial. Essas escolas “novas” ocuparão o lugar de outras que já existiam e que, em um passado recente, tinham nomes que homenageavam professores, escritores, artistas e humanistas, como Rachel de Queiroz, Carlos Heitor Cony, Zilda Arns e Luiz Melodia. Agora, levarão o nome de militares.

Segundo o secretário de Educação do estado, Pedro Fernandes, que foi candidato a governador do Rio pelo PDT em 2018, isso aconteceu porque em tempos de Recuperação Fiscal, o estado não teria condições de criar novas unidades. A solução que arrumaram foi aproveitar a estrutura administrativa de unidades que foram fechadas em administrações anteriores.

Todas ganharam novos endereços, além de novos nomes. Sete delas mudaram também de município.

A desculpa para a mudança de nomes é o plano de que as escolas adotem o modelo cívico-militar, uma das promessas do governo Wilson Witzel (PSC).

O projeto de lei para regulamentar esse tipo de modalidade, que prevê a substituição de pedagogos por militares na direção das unidades, está parado na Assembleia Legislativa do estado (Alerj).


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