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13 de julho de 2019, 20h16

Ex-delegado demitido por Moro por vazar documentos “não reservados” solicita reintegração à PF

Defesa de Sílvio de Oliveira Salazar diz que o processo disciplinar que acabou na demissão “não obedeceu aos ditames da ampla defesa e do contraditório”

Fabio Rodrigues Pozzebom/Ag. Brasil

O ex-delegado de Polícia Federal, Sílvio de Oliveira Salazar recorrerá da demissão proferida pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. O advogado do ex-policial, Ricardo Escobar, disse a Frederico Vasconcelos, na Folha de São Paulo deste sábado (13), que o processo disciplinar que acabou na demissão “não obedeceu aos ditames da ampla defesa e do contraditório”.

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Salazar foi demitido após ser processado por formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional e corrupção passiva. Na decisão, Moro aponta que o ex-delegado publicou “sem ordem expressa da autoridade competente, documentos oficiais, embora não reservados” e divulgou “através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição”.

A defesa do acusado destaca que “o vazamento precisa ser devidamente comprovado, por meio de correspondente processo administrativo e, ou judicial, em que se demonstre ter o servidor violado o seu dever legal de sigilo”. Além disso, avisou que a demissão “já foi objeto de ação judicial anulatória que, ao final, provará a sua inocência”.


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