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20 de fevereiro de 2019, 15h58

Exames detectam excesso de metais no organismo de quatro bombeiros de Brumadinho

Três exames laboratoriais indicaram uma elevada quantidade de alumínio nos corpos dos agentes, enquanto um quarto identificou a presença de cobre

A barragem de Brumadinho rompeu no dia 25 de janeiro de 2019 (Foto: Ricardo Stuckert)

As consequências do crime de Brumadinho não param. O governo de Minas Gerais informou nesta quarta-feira (20) que foram detectados níveis anormais de metais no organismo de profissionais do Corpo de Bombeiros Militar, que atuam no salvamento e nas buscas do rompimento da barragem da Vale, em 25 de janeiro.

Três exames laboratoriais indicaram uma elevada quantidade de alumínio nos corpos dos agentes, enquanto um quarto identificou a presença de cobre, de acordo com informações de Letycia Bond, da Agência Brasil.

A administração estadual informou, por meio de nota, que a alteração não significa intoxicação aguda e garantiu que os agentes não apresentam sintoma. “É esperado que, após a interrupção da exposição, os níveis destes metais no organismo sejam normalizados”, afirmou.

O Corpo de Bombeiros declarou estimar que, ao todo, cerca de mil pessoas tenham tido contato direto ou indireto com a lama de rejeitos da barragem, inclusive por inalação. “Houve muito revezamento (de agentes). Depois de todos os exames, somente três militares da tropa que trabalhou lá apresentaram alguma alteração, que pode ser de lá ou de outros lugares onde eles podem ter trabalhado”, disse em nota, acrescentando que a tropa será acompanhada por 20 anos.

Efetivo

Atualmente, o efetivo destacado para as tarefas no local é de 121 pessoas. A equipe realiza as buscas em dez áreas, com o auxílio de 52 máquinas, quatro aeronaves e quatro cães.

Quase um mês após o incidente, 141 pessoas continuam desaparecidas. Além disso, 169 óbitos já foram confirmados até o momento.

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