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12 de junho de 2019, 12h36

Fiesp condiciona otimismo na economia a aprovação da reforma da previdência

Entidade concedeu honraria rara a Jair Bolsonaro e afirmou apoiar 100% o governo ao persistir no projeto que "zeraria o déficit público"

Presidente foi acompanhado de Paulo Guedes, ministro da Economia, defender a reforma da Previdência e outras medidas liberalizantes
Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR)

Em evento de condecoração do presidente Jair Bolsonaro na sede da Fiesp, em São Paulo, nesta terça-feira (11), Paulo Skaf, presidente da entidade, condicionou o otimismo dos industriais paulistas à aprovação da reforma da previdência.

“Se aprovada, criará expectativa positiva necessária à economia. O objetivo é criar condições favoráveis para a retomada do crescimento e do consumo”, disse Skaf em seu discurso aos empresários presentes.

Em resposta, Bolsonaro deixou claro a relação com os empresários. “Os senhores podem até sobreviver sem governo, mas o governo sucumbirá sem os senhores”, disse o presidente, que recebeu da Fiesp a Ordem do Mérito Industrial São Paulo, completando: “Vamos cada vez mais buscar fazer um Brasil próximo do que são os Estados Unidos”.

O presidente também reclamou da pressão sofrida no cargo. “Me desculpem aqui a sinceridade: poucos resistiram às pressões que tenho sentado naquela cadeira presidencial. Quanto maiores as pressões, mais vontade eu tenho de continuar, com mais força continuo”.

Skaf ainda sugeriu que a reforma da previdência seria um primeiro passo para um pacote de reformas liberalizantes. “Sua aprovação abrirá portas para o ajuste fiscal, o combate ao desperdício, a modernização do Estado, a desburocratização, e a reforma tributária”, afirmou.

Em sua fala, além da pressão sofrida, o presidente disse respeitar o Congresso e citou nominalmente outros cinco ministros do governo, como Paulo Guedes (Economia), que o acompanhava no palco, e Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente.

“Ele está no lugar certo, fazendo o casamento entre o setor produtivo e o meio ambiente”, afirmou Bolsonaro, narrando ainda as orientações que deu ao ministro para flexibilizar o controle ambiental pela pasta:

“Disse ‘mete a foice em todo mundo, não quero xiita ocupando esses cargos’. Tem gente boa lá? Tem. Mas o homem do campo não pode se apavorar mais com a fiscalização”

Em nenhum momento Bolsonaro mencionou o ministro da Justiça, Sérgio Moro, exposto nesta semana por ter conduzido de forma coordenada com o promotor federal Deltan Dallagnol os julgamentos da Lava Jato


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