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22 de setembro de 2019, 07h16

Frota cobra Bolsonaro por silêncio no caso do assassinato de criança no RJ

"Deve estar decorando o texto da ONU", disparou o ex-bolsonarista

Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro, até a manhã desde domingo (22), ainda não havia se pronunciado e nem feito sequer um tuíte de condolências por conta do assassinato de Agatha Félix, menina de apenas 8 anos que morreu em decorrência de um tiro de fuzil que, segundo moradores do Complexo do Alemão (RJ), teria sido disparado por um policial militar. A morte da criança chocou todo o país, que assiste atônito à escalada de mortes causadas pela política genocida de segurança do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel – que também segue em silêncio.

Em meio às cobranças para que Jair Bolsonaro se pronuncie sobre o casso – gesto esperado para o cargo que ocupa -, chamou atenção a “cutucada” do deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP). Recentemente expulso do PSL, o ex-ator não perde a oportunidade de criticar o governo e o próprio Bolsonaro. “Presidente da República mantém silêncio no caso da menina morta com tiro de fuzil . Deve estar decorando o texto da ONU”, escreveu Frota.

Silêncio sobre Agatha e elogios ao Exército 

Durante todo o sábado (21), diversas foram as manifestações sobre o assassinato de Agatha. Um ato foi realizado no Complexo do Alemão, onde a criança foi morta, a hashtag #ACulpaEDoWitzel ganhou destaque nas redes sociais e uma manifestação em frente à ALERJ foi convocada para a próxima segunda-feira.

Bolsonaro não comentou sobre o episódio. Ele fez três postagens em suas rede sociais e, em uma delas, exalta o Exército. “O Exército sempre trabalhando também no fim de semana! Mais um serviço asfático em ritmo acelerado. Retirada de toda a camada antiga e deteriorada e aplicação de novo revestimento na revitalização de uma das regiões turísticas mais populares de Santa Catarina (Urubici)”, postou.

A morte de Agatha se soma às inúmeras outras, principalmente de negros e pobres moradores de comunidades, que vêm aumentando desde que Wilson Witzel assumiu como governador do Rio de Janeiro. Witzel é entusiasta de uma política de segurança agressiva, e causou polêmica ainda no ano passado, quando disse que a polícia sob seu comando vai “mirar na cabecinha e fogo”. Ele já chegou, inclusive, a lamentar por não poder disparar mísseis em comunidades do Rio.

O jornalista Ricardo Noblat, da Veja, questionou quem iria parar o “louco do Witzel” e o candidato à presidência pelo PT em 2018, Fernando Haddad, chegou a pedir o impeachment do governador, que ele chamou de assassino.


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