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11 de julho de 2020, 21h05

Gilmar Mendes sobe o tom contra o Exército: “Está se associando a um genocídio”

Ministro do STF criticou a atuação do Ministério da Saúde com relação à pandemia do coronavírus; pasta foi tomada por militares e está sem titular oficial desde a saída de Nelson Teich

Foto: Nelson Jr./ASCOM/TSE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou a atuação dos militares no Ministério da Saúde e a ausência de um ministro na pasta. Segundo ele, o Exército está se associando a um “genocídio” na pandemia de coronavírus.

O magistrado comentou a situação durante debate online promovido pela revista IstoÉ e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual participaram o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta e o médico Dráuzio Varella.

“Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde”, comentou Mendes. Para o ministro, “não é aceitável que se tenha esse vazio” no cargo central do ministério. O general Eduardo Pazuello ocupa o posto de ministro interino há quase dois meses.

“É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso”, disse, questionando a atuação pouco efetiva dos militares que ocupam cargos no Ministério da Saúde e sugerindo que isso “mancha a imagem” das Forças Armadas.

Na ocasião, Mandetta, que também questionou a credibilidade do ministério e a falta de transparência sobre os dados, reforçou as críticas: “Não é nem uma interferência no Ministério da Saúde, é uma aniquilação. Uma ocupação militar do Ministério da Saúde”.

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