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12 de julho de 2020, 17h01

Gilmar Mendes volta a criticar ocupação militar no Ministério da Saúde: “Que isso seja revisto”

Nova declaração foi feita neste domingo (12); no sábado (11), ministro do STF havia afirmado que o Exército "está se associando a um genocídio"

Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tirou o final de semana para intensificar suas críticas a atuação das Forças Armadas no governo Bolsonaro, principalmente com relação à pandemia do novo coronavírus.

No sábado (11), durante debate online promovido pela revista IstoÉ e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, o magistrado subiu o tom contra os militares ao afirmar que o Exército “está se associando a um genocídio”, se referindo ao fato do Ministério da Saúde estar hoje sob o comando interino do general Eduardo Pazuello, desde a saída de Nelson Teich, e à verdadeira ocupação militar que sofre a pasta, onde já foram nomeados mais de 20 nomes ligados às Forças Armadas.

Neste domingo (13), Gilmar Mendes voltou a tratar do assunto em tom crítico, desta vez através do Twitter.

“No aniversário do projeto que leva o nome de Rondon, grande brasileiro notabilizado pela defesa dos povos indígenas, registro meu absoluto respeito e admiração pelas Forças Armadas Brasileiras e a sua fidelidade aos principios democráticos da Carta de 88. Não me furto, porém, a criticar a opção de ocupar o Ministério da Saúde predominantemente com militares. A política pública de saúde deve ser pensada e planejada por especialistas, dentro dos marcos constitucionais. Que isso seja revisto, para o bem das FAs e da saúde do Brasil”, escreveu o ministro.

O Ministério da Defesa, por sua vez, rebateu através de uma nota oficial em que, sem citar Gilmar, afirma que os militares estão na “linha de frente” no combate à pandemia.

“O Ministério da Defesa informa que as Forças Armadas atuam diretamente no combate ao novo coronavírus, por meio da Operação Covid-19. Desde o início da pandemia, vem atuando sempre para o bem-estar de todos os brasileiros. São empregados, diariamente, 34 mil militares, efetivo maior do que o da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, com 25.800 homens. O Ministério da Defesa tem o compromisso com a saúde e com o bem estar de todos o brasileiros de norte ao sul do País”, diz a nota.

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